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Política

O caminho para o Brasil avançar é pelo Centro, garante Aécio Neves

Por Brasil no Centro Publicado em 10 de dezembro de 2025 às 08:38 3 min de leitura
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O caminho para o Brasil avançar é pelo Centro, garante Aécio Neves

O presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves, afirmou que o Brasil precisa reencontrar a rota do equilíbrio político e que esse caminho passa pelo fortalecimento do Centro. Em entrevista ao programa CB.Poder, Aécio defendeu que o partido tem autoridade política e histórica para liderar esse processo por não ter se alinhado nem ao petismo nem ao bolsonarismo ao longo dos últimos anos.

Segundo ele, a polarização extrema criou um ambiente raso de debate e afastou uma parcela expressiva do eleitorado que não se reconhece em nenhum dos dois polos. Para esse público, o PSDB busca oferecer uma alternativa concreta. Aécio destacou que pretende trabalhar para reconstruir um projeto político nacional baseado no diálogo, no desenvolvimento econômico com responsabilidade fiscal e na inclusão social.

Ao comentar a reestruturação do partido, o deputado afirmou que o PSDB passa por um processo de reorganização interna e de fortalecimento das bases estaduais. Ele acredita que a legenda tem condições de ampliar sua bancada no Congresso nas próximas eleições e voltar a exercer protagonismo no cenário nacional. Para Aécio, o tamanho do partido não se mede apenas pelo número de cargos, mas pela capacidade de apresentar um projeto consistente para o país.

Sobre o cenário eleitoral de 2026, Aécio avaliou que o presidente Lula segue como um nome competitivo por estar no exercício do governo, enquanto a direita ainda se encontra fragmentada. Ele demonstrou ceticismo quanto à capacidade de nomes ligados ao bolsonarismo de dialogar com o centro político e reunir apoio amplo. Caso o debate se restrinja novamente aos extremos, Aécio admitiu que o PSDB pode apresentar um nome próprio para qualificar a disputa presidencial.

O deputado também fez duras críticas ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Para ele, Zema não compreendeu a dimensão do cargo e deixou de participar das grandes discussões nacionais. Aécio afirmou que, ao final do segundo mandato, o governador não deixará um legado relevante para o estado. Apesar disso, disse que seu foco no momento é a reconstrução nacional do PSDB, e não uma candidatura em Minas.

Ao falar sobre a proposta que trata da dosimetria das penas, Aécio reafirmou que não há espaço para anistia de crimes contra o Estado Democrático de Direito. No entanto, defendeu a revisão de penas que considera excessivas para participantes secundários dos atos antidemocráticos. Ele afirmou ter colaborado com a construção do projeto que busca evitar a soma automática de penas semelhantes, mantendo a punição, mas com maior proporcionalidade.

Aécio também comentou a tensão entre o Judiciário e o Congresso em torno de propostas que discutem o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Para ele, esse tipo de confronto institucional gera instabilidade e não contribui para o fortalecimento da democracia. O deputado defendeu mais equilíbrio entre os Poderes e criticou o que considera excessos de ativismo do Supremo.

Por fim, Aécio reforçou que aceitou reassumir a presidência do PSDB por acreditar que ainda existe espaço para a política do diálogo no Brasil. Segundo ele, o país precisa deixar para as próximas gerações um ambiente menos agressivo, mais racional e voltado à construção de soluções reais para problemas como educação, segurança pública e desenvolvimento social.