Política com conteúdo. Centro com clareza.
terça-feira, 29 de setembro
Assinar
Agora
Medidas de Lula às vésperas da eleição exigem ajuste de R$ 33 bilhões no Orçamento de 2027Trump e Xi anunciam avanço comercial e envio de pandas aos EUA após encontro em WashingtonGreve da Caixa: agências retomam atendimento parcial após decisão do TSTLula tem 39% e Flávio 34% no 1º turno, diz pesquisa QuaestGilmar Mendes cobra investigação sobre precatórios do Banco Master e cita contrato de R$ 427 milhões
Política

O cerco vai se fechando: Careca do INSS mandou R$ 1,5 milhão para amiga de Lulinha

Por Brasil no Centro Publicado em 18 de dezembro de 2025 às 14:11 3 min de leitura
Compartilhar
O cerco vai se fechando: Careca do INSS mandou R$ 1,5 milhão para amiga de Lulinha

A investigação da Polícia Federal sobre o esquema conhecido como Farra do INSS avança e passa a cercar personagens ligados ao entorno do poder. Documentos apreendidos indicam que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, transferiu cerca de R$ 1,5 milhão para a empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Em mensagens analisadas pela PF, o lobista faz referência direta ao destino de parte dos valores. Em uma delas, ao ser questionado pelo contador Milton Júnior sobre quem receberia uma nova parcela de R$ 300 mil, Antonio Camilo responde de forma objetiva: “o filho do rapaz”. Logo após, há o registro do comprovante de pagamento para a empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda., ligada a Roberta Luchsinger.

O conteúdo consta em decisão judicial assinada pelo ministro André Mendonça, que autorizou medidas no âmbito da Operação Sem Desconto. Embora o nome de Lulinha apareça de forma indireta nas conversas, ele não foi alvo de mandados na fase mais recente da operação, deflagrada nesta quinta-feira, 18 de dezembro.

A Polícia Federal aponta Roberta Luchsinger como peça central do núcleo político do Careca do INSS. Segundo os investigadores, ela atuou em ações de lobby no Ministério da Saúde ao lado do lobista, além de manter contato frequente mesmo após a primeira fase da operação, realizada em abril de 2025.

As mensagens apreendidas indicam que, mesmo diante do avanço das investigações, os dois continuaram articulando a continuidade das práticas ilícitas. Em uma das conversas, Roberta afirma que, apesar da distância momentânea, tudo se resolveria. Em outro trecho, ela chega a sugerir um advogado para atuar na defesa do lobista.

Em 29 de abril de 2025, Roberta relata preocupação com o material apreendido pela PF durante buscas, mencionando que um envelope com o nome de “um amigo” foi encontrado. A reação de Antonio Camilo demonstra apreensão. Pouco depois, ela orienta que ele se desfaça dos telefones utilizados.

Dias mais tarde, em áudio enviado ao lobista, Roberta tenta minimizar a gravidade da situação, comparando o momento com episódios anteriores envolvendo o nome de Fábio Luís Lula da Silva e outros escândalos amplamente noticiados no passado.

Os novos elementos reforçam a avaliação da Polícia Federal de que o esquema operava com ramificações políticas e financeiras sensíveis, ampliando a pressão sobre os envolvidos à medida que o cerco investigativo se fecha.