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Operação Coffee Break: Ex-Nora de Lula está na mira da PF por fraude em licitações

Por Brasil no Centro Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 17:29 2 min de leitura
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Operação Coffee Break: Ex-Nora de Lula está na mira da PF por fraude em licitações

A Polícia Federal avançou nesta quinta-feira, 15, com a terceira fase da Operação Coffee Break, aprofundando as investigações sobre fraudes em licitações públicas envolvendo materiais didáticos em prefeituras do interior de São Paulo. A principal alvo da operação é Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é suspeita de receber propinas para viabilizar a liberação de recursos públicos destinados à compra de materiais educacionais.

A operação tem como foco o desvio de milhões de reais, com contratos superfaturados e direcionados para a empresa Life Tecnologia Educacional, que recebeu cerca de R$ 70 milhões de prefeituras paulistas. A PF acredita que o esquema de corrupção envolvia uma rede de agentes públicos, lobistas, doleiros e empresários, que atuavam de maneira coordenada para superfaturar contratos e desviar dinheiro do Ministério da Educação.

Carla Ariane teria desempenhado um papel crucial para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sendo associada a um empresário, André Gonçalves Mariano, apontado como o pivô do esquema. O nome de Carla foi identificado em uma agenda apreendida pela PF, onde ela aparece com o apelido de “Nora”, fazendo referência ao vínculo familiar com o presidente Lula. A ex-nora de Lula nega as acusações e sua defesa afirmou que aguarda o acesso completo aos autos da investigação para se manifestar de maneira detalhada.

Além disso, a operação também envolveu a busca e apreensão de 11 armas e cerca de 400 munições na casa do ex-secretário de Educação de Sumaré, José Aparecido Ribeiro Marin, um dos envolvidos no esquema. Embora a defesa de Marin tenha declarado que todos os armamentos estavam devidamente regularizados, a apreensão levanta questionamentos sobre os envolvidos na trama.

A Operação Coffee Break segue investigando a fundo a organização criminosa que teria desviado recursos de licitações e contratos públicos, comprometendo milhões de reais em recursos da Educação. As investigações, que ainda estão em andamento, têm o potencial de desvelar mais detalhes sobre o papel de figuras ligadas à política nacional.