Pablo Marçal tenta reverter inelegibilidade para disputar vaga de deputado federal pelo União Brasil

O empresário Pablo Marçal (União Brasil) intensificou a movimentação jurídica para tentar reverter sua situação de inelegibilidade e abrir caminho para disputar uma vaga de deputado federal por São Paulo nas eleições de 2026.
Recém-integrado ao União Brasil, Marçal passou a ser tratado dentro da legenda como uma possível aposta eleitoral, mas depende diretamente do desfecho de processos que tramitam na Justiça Eleitoral. Parte das ações já teve decisão desfavorável em primeira instância e segue em análise em tribunais superiores.
Uma das condenações que hoje impede o empresário de concorrer está relacionada ao episódio conhecido como “concurso de cortes”, prática adotada durante a campanha municipal de 2024. Na ocasião, apoiadores eram incentivados a produzir conteúdos para redes sociais com promessas de recompensa, o que levou à caracterização de uso indevido dos meios de comunicação e resultou em multa e inelegibilidade por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
A defesa sustenta que há inconsistências no julgamento e aposta na reversão do entendimento no Tribunal Superior Eleitoral. Como o placar no tribunal regional foi apertado, os advogados consideram viável uma mudança de resultado nas instâncias superiores.
Outro processo envolve acusações de negociação de apoio político em troca de transferências financeiras via Pix durante a campanha. Embora tenha havido condenação inicial, a decisão foi revertida em segunda instância, sob o argumento de ausência de comprovação da gravidade suficiente para configurar abuso com impacto eleitoral. O caso, no entanto, ainda deve ser analisado pelo TSE após recurso do Ministério Público.
Há também uma terceira ação, ainda pendente de julgamento por órgão colegiado, que apura supostas irregularidades como sorteios de dinheiro e distribuição de brindes durante a campanha. Caso a condenação seja confirmada em segunda instância antes do prazo eleitoral, o empresário poderá enfrentar novo impedimento para disputar cargos públicos.
Nos bastidores do União Brasil, lideranças acompanham de perto a situação jurídica de Marçal. O presidente da sigla, Antonio Rueda (União Brasil), tem sido apontado como um dos articuladores da estratégia política e jurídica para viabilizar a candidatura, embora não tenha se manifestado publicamente sobre o tema.
Além das ações eleitorais, Marçal também responde a outros processos relacionados à campanha de 2024, incluindo a divulgação de informações falsas sobre adversários, episódio que gerou condenações na esfera cível.
Enquanto aguarda decisões judiciais, o empresário mantém a estratégia de consolidar sua posição dentro do partido e estruturar uma eventual candidatura, condicionada ao sucesso dos recursos que podem redefinir sua elegibilidade nos próximos meses.