
O senador Rodrigo Pacheco (PSB) usou a tribuna do Senado, nesta quarta-feira (8), para alfinetar a gestão de Romeu Zema (PSDB) no estado de Minas Gerais. Em um discurso durante o Dia Mundial da Saúde, Pacheco criticou os atrasos na construção de hospitais regionais, chamando-os de um “desperdício de recursos” e de um exemplo de “paralisação crônica”. A obra de hospitais, que deveria descentralizar os serviços de saúde e aliviar a pressão sobre os grandes centros urbanos, foi vista por Pacheco como uma grande falha na gestão de Zema, responsável por um dos maiores desafios do estado.
Ao longo de sua fala, Pacheco enfatizou a necessidade de uma gestão estratégica, que envolvesse não apenas um planejamento científico, mas também uma distribuição mais justa e responsável dos recursos. Para o senador, o governo estadual falhou ao deixar obras importantes, como os hospitais regionais, paradas por tanto tempo, gerando um impacto negativo tanto para a população quanto para os cofres públicos. Zema, por sua vez, tentou minimizar as críticas, apontando para a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT) como a responsável pelos atrasos.
O embate entre Pacheco e Zema coloca em evidência a disputa por Minas Gerais, onde o campo político está se dividindo de forma intensa. Pacheco, que ainda não confirmou se será candidato ao governo do estado, é visto como uma das figuras mais fortes para disputar o cargo, especialmente após sua mudança para o PSB, partido com o qual mantém alinhamento estratégico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Zema, por outro lado, já se coloca como candidato, e seu apoio de setores empresariais e do agronegócio o coloca como uma liderança consolidada em Minas. Contudo, o desgaste de sua gestão na saúde pode ser um ponto negativo em sua reeleição.
Enquanto o cenário político de Minas se desenha, outros atores também começam a se posicionar, como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que também cogita a candidatura ao governo. Nesse embate, o centro político de Minas, com sua linha mais moderada e focada no diálogo, pode ser crucial para o desfecho da eleição, ainda mais em um momento de extrema polarização no país.