Pacheco se distancia de Lula e pode concorrer ao governo de Minas pelo União Brasil

Ex-presidente do Senado avalia saída do PSD, se afasta do PT e aguarda convite formal do União Brasil ou do MDB para entrar na disputa estadual

Pacheco se distancia de Lula e pode concorrer ao governo de Minas pelo União Brasil

O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco reorganiza sua posição no tabuleiro político mineiro e sinaliza um movimento de afastamento do governo Lula. Nos bastidores, o senador avalia uma candidatura ao governo de Minas Gerais fora da órbita do PT, com maior proximidade do União Brasil ou do MDB.

Aliados de Pacheco afirmam que a vinculação direta ao Palácio do Planalto deixou de ser vista como um ativo eleitoral em Minas. A leitura predominante é de que a disputa estadual exigirá uma candidatura mais autônoma, capaz de dialogar com eleitores de centro e centro-direita, sem a necessidade de carregar o desgaste do governo federal.

A mudança de rumo ocorre após o PSD filiar o vice-governador Mateus Simões, aliado direto de Romeu Zema e provável candidato com o apoio do atual governador. Diante desse cenário, Pacheco decidiu que não permanecerá na legenda e passou a concentrar conversas com União Brasil e MDB, partidos que podem oferecer uma estrutura mais competitiva para a eleição.

No União Brasil, a federação com o PP é vista como peça-chave. O movimento articulado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para afastar o PP da base de Zema abriu uma janela política para Pacheco. Caso se confirme, a federação poderia se reposicionar em Minas e criar espaço para uma nova candidatura ao governo estadual.

No MDB, apesar de já haver um nome lançado, aliados do senador avaliam que ainda existe margem para rearranjos internos. Pacheco, que já integrou a sigla por quase uma década, mantém interlocução com dirigentes e lideranças regionais.

O reposicionamento do ex-presidente do Senado representa um desafio para o presidente Lula, que via em Pacheco um dos principais nomes para liderar um palanque competitivo em Minas. A sinalização de distanciamento indica que, se entrar na disputa, o senador deve apostar em um discurso menos alinhado ao Planalto e mais focado na agenda estadual.

A decisão final depende de um convite formal e da garantia de apoio partidário robusto. Até lá, Pacheco segue no centro das articulações que podem redesenhar a disputa pelo governo mineiro em 2026.