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Política

Padre de Aparecida afirma que Nikolas Ferreira ‘quer o poder’ e critica caminhada da direita

Por Brasil no Centro Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 12:46 2 min de leitura
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Padre de Aparecida afirma que Nikolas Ferreira ‘quer o poder’ e critica caminhada da direita

Um discurso feito durante missa no Santuário Nacional de Aparecida colocou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no centro de uma nova controvérsia política e religiosa. O padre Ferdinando Marcílio criticou publicamente a caminhada realizada pelo parlamentar até Brasília e afirmou que o movimento não teria como objetivo a defesa da vida ou do povo, mas sim a busca pelo poder.

A fala ocorreu no domingo, mesmo dia em que Nikolas concluiu o trajeto de cerca de 250 quilômetros entre Paracatu, em Minas Gerais, e a capital federal. A caminhada foi apresentada pelo deputado como um protesto contra o governo Lula e decisões do Supremo Tribunal Federal. O trecho do sermão rapidamente viralizou nas redes sociais, especialmente em perfis alinhados à esquerda.

Durante a homilia, o padre fez referência direta ao ato político ao afirmar que não adianta “fazer marcha para Brasília” sem histórico de projetos em favor da população. Segundo ele, há uma distorção do discurso religioso quando manifestações políticas são apresentadas como defesa da vida. “Isso é mentira. Quer o poder”, afirmou, sem citar nominalmente o deputado.

A crítica foi inserida em um discurso mais amplo sobre o tema do poder, no qual o sacerdote também mencionou conflitos internacionais, como a guerra entre Israel e Palestina, classificando-os como disputas motivadas por interesses políticos. Para o padre, atitudes que exaltam esse tipo de lógica seriam incompatíveis com os valores cristãos.

Em tom duro, Ferdinando Marcílio também repreendeu fiéis que, segundo ele, apoiam discursos de violência ou morte, afirmando que essas pessoas não deveriam sequer comungar. A declaração gerou forte repercussão e dividiu opiniões entre religiosos e militantes políticos.

Além da crítica à caminhada de Nikolas, o padre reforçou uma posição contrária ao armamento da população. Para ele, não há conciliação possível entre o cristianismo e a defesa das armas, argumentando que sua única finalidade é ferir e matar.

O episódio reacende o debate sobre a mistura entre religião e política e expõe como figuras públicas da Igreja também têm influenciado, direta ou indiretamente, o embate ideológico no país.