
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), tem se preparado para a corrida ao Palácio Guanabara nas eleições de 2026 e, para isso, já tem movido suas peças politicamente. Em um esforço de consolidar sua base e fortalecer sua candidatura, Paes fez uma promessa clara: apoio a Lula nas eleições presidenciais de 2026, sinalizando o alinhamento com o governo federal. Esse apoio tem sido uma das estratégias para garantir o respaldo de diferentes setores políticos no estado fluminense.
O movimento vai além do apoio presidencial. Paes também está negociando o cargo de vice-governador com partidos da centro-direita e do centrão. O nome do Progressistas surge como possível parceiro para a escolha do vice. O deputado Dr. Luizinho, líder do partido na Câmara, tem sido uma figura chave nas conversas. Paes busca um nome que tenha forte capilaridade política, especialmente nas regiões mais distantes da capital fluminense, como a Baixada Fluminense e o interior do estado.
A eleição de 2026 no Rio é vista como um grande desafio, pois em 2018, no segundo turno, Paes perdeu para o então candidato Wilson Witzel (PSC), vencendo apenas na capital. O foco do prefeito agora está em ampliar o diálogo com esses novos aliados para fortalecer sua competitividade. As negociações estão em andamento, mas a decisão sobre o nome do vice deve ser anunciada após o Carnaval, conforme Paes.
A articulação entre o PSD, Progressistas e outros partidos é central para viabilizar a candidatura de Paes e garantir que ele consiga competir com o favoritismo de outros nomes do estado. Além disso, a presença de Fabiano Horta, prefeito de Maricá, também é vista como uma alternativa ao cargo de vice, se ele não lançar uma candidatura ao governo.
A movimentação de Paes também vem acompanhada de tensões internas no PT e em outros setores. Embora ele tenha prometido apoio a Lula, há divisões sobre a candidatura do ex-presidente André Ceciliano (PT) ao cargo de governador, o que pode gerar embates dentro da própria base aliada.
A disputa pela vice-governadoria e o apoio a Lula podem alterar os rumos das alianças políticas no estado, especialmente com a previsão de novas eleições indiretas para o cargo de governador após a renúncia de Castro (PL) para concorrer ao Senado. A estratégia de Paes visa não só reforçar sua posição, mas também garantir que o centrão tenha papel crucial na sua campanha para 2026.