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Política

PSDB e partidos de centro avaliam nome de Aécio Neves à Presidência

Por Brasil no Centro Publicado em 20 de maio de 2026 às 14:59 3 min de leitura
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PSDB e partidos de centro avaliam nome de Aécio Neves à Presidência


O PSDB começou a discutir internamente a possibilidade de lançar o deputado federal e ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), como candidato à Presidência da República em 2026, em um movimento que aproveita o desgaste recente da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), envolvido em revelações sobre conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. A articulação foi discutida nesta terça-feira (19/05) com presidentes do Cidadania, Alex Manente, e do Solidariedade, Paulinho da Força, além da cúpula tucana.

Segundo interlocutores ouvidos pelo Brasil no Centro, partidos como o MDB de Michel Temer, aliado histórico de Aécio, o Podemos, que quase se fundiu ao PSDB no ano passado, e o Republicanos, sob a liderança de Hugo Motta, podem se engajar na estratégia tucana. A avaliação é que essas legendas enfrentam divisões internas entre apoiadores de Lula, de Flávio Bolsonaro e os que não querem se posicionar. Uma frente liderada pelo PSDB permitiria liberar diretórios estaduais mais alinhados à esquerda ou à direita para apoiar Lula e Flávio, enquanto o comando central e o tempo de TV consolidariam Aécio como uma terceira via nacional competitiva e com alto recall.

Aécio já havia explorado alternativas internas para a disputa presidencial, incluindo a sugestão do nome de Ciro Gomes (PSDB) como candidato, mas o ex-ministro optou por disputar o governo do Ceará. Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul que migrou do PSDB para o PSD em 2025, também era cotado para disputar, mas a direção nacional do partido descartou sua postulação em favor de Ronaldo Caiado (PSD-GO).

A trajetória de Aécio na política, incluindo a disputa presidencial de 2014, quando obteve 48,36% dos votos no segundo turno contra Dilma Rousseff (PT), reforça seu potencial de recall. Aliados avaliam ainda que uma candidatura presidencial permitiria ao tucano reforçar publicamente sua inocência em relação às denúncias da Operação Lava Jato, contrastando com acusações recentes envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Além da consolidação do nome de Aécio, o plano estratégico do PSDB prevê a construção de uma coligação nacional capaz de aumentar tempo de TV e recursos de campanha, garantindo visibilidade e competitividade em todo o país. Para os tucanos, a iniciativa busca explorar o desgaste tanto do bolsonarismo quanto do lulopetismo, apresentando Aécio como alternativa de centro, capaz de disputar espaço com os principais polos eleitorais, ao mesmo tempo que potencializa a experiência administrativa e o histórico político do ex-governador de Minas Gerais.