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Política

PT avalia lançar candidatura própria em 12 estados

Por Brasil no Centro Publicado em 27 de abril de 2026 às 12:59 3 min de leitura
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PT avalia lançar candidatura própria em 12 estados

O Partido dos Trabalhadores intensificou a organização de sua estrutura eleitoral para 2026 e trabalha, neste momento, com a perspectiva de lançar candidaturas próprias ao governo em 12 estados, além de costurar alianças regionais em outras 15 unidades da federação para sustentar o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante evento partidário realizado em Brasília, a direção nacional da legenda afirmou que a articulação nos estados está em estágio avançado. O comando petista considera que a maior parte do mapa eleitoral já está desenhada, embora ainda existam impasses relevantes em algumas regiões estratégicas.

Nos bastidores, dirigentes admitem que a eleição de 2026 dependerá não apenas da força nacional de Lula, mas da capacidade de formar palanques competitivos nos estados, especialmente diante do desgaste econômico do governo e da dificuldade crescente de unificar antigos aliados.

Entre os estados onde o PT pretende ter candidatura própria estão Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e São Paulo, além de outra unidade ainda em fase final de definição interna.

Em paralelo, o partido negocia alianças para ampliar presença regional e reduzir resistências locais. A estratégia inclui acordos pragmáticos com siglas de centro e lideranças estaduais, movimento que expõe mais uma vez a distância entre o discurso ideológico nacional e a prática eleitoral nos estados.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o PT busca aproximação com o prefeito Eduardo Paes (PSD), nome visto como competitivo para a disputa estadual. Já em Alagoas, a tendência é apoiar Renan Filho (MDB), enquanto na Paraíba o partido avalia composição com Lucas Ribeiro (PP).

O caso mais delicado segue sendo o Maranhão, onde divisões internas e conflitos entre grupos locais dificultam a definição de um palanque unificado. O impasse mostra como antigas alianças nacionais nem sempre se traduzem em estabilidade regional.

A movimentação petista também confirma que a disputa presidencial deverá depender fortemente dos partidos de centro, hoje decisivos na formação de alianças e no tempo de campanha. Em um país cansado da polarização, cresce o espaço para forças moderadas e lideranças capazes de unir gestão, equilíbrio fiscal e diálogo institucional.

Com menos de seis meses para o primeiro turno, o PT tenta demonstrar organização, mas sabe que a eleição será mais competitiva do que em ciclos anteriores.