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PT e PL priorizam Senado, PSDB e PSB focam na Câmara e Centrão quer governos estaduais

Por Brasil no Centro Publicado em 26 de dezembro de 2025 às 14:48 3 min de leitura
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PT e PL priorizam Senado, PSDB e PSB focam na Câmara e Centrão quer governos estaduais

A eleição de 2026 já começou nos bastidores. Antes mesmo da definição das chapas presidenciais, partidos e lideranças nacionais disputam posições estratégicas que vão muito além do Palácio do Planalto. O centro da batalha está no Congresso e, principalmente, no Senado Federal.

Tanto o Partido dos Trabalhadores quanto o Partido Liberal tratam a renovação do Senado como prioridade absoluta. Estarão em jogo 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços do plenário. Com maioria, o Senado passa a exercer um poder decisivo sobre o funcionamento do Estado, incluindo aprovações de ministros do Supremo Tribunal Federal, mudanças constitucionais e processos de impeachment.

A centralidade do Senado explica a escalada de tensão institucional observada nos últimos meses. A recente controvérsia envolvendo decisões do ministro *Gilmar Mendes, os embates com o presidente do Senado *Davi Alcolumbre e a retomada do debate sobre a Lei do Impeachment mostram que o controle da Casa Alta passou a ser visto como peça-chave para moldar o equilíbrio entre os Poderes.

No campo da direita, o ex-presidente Jair Bolsonaro tem sido explícito ao afirmar que a maioria no Senado e na Câmara seria mais relevante do que a própria Presidência da República. O cálculo é direto. Com força legislativa, seria possível pautar anistias, rever decisões judiciais e redefinir o jogo institucional.

Do lado governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz leitura semelhante. Em discursos recentes, Lula alertou aliados de que uma derrota no Senado abriria espaço para instabilidade política permanente, mesmo em caso de vitória presidencial. Por isso, o PT busca mapear candidaturas competitivas e reduzir riscos já no início do ciclo eleitoral.

Enquanto PT e PL concentram esforços no Senado, partidos de perfil mais institucional, como o PSDB e o PSB, tendem a priorizar a Câmara dos Deputados. A lógica é fortalecer bancadas, ampliar poder de negociação e garantir influência na formulação de políticas públicas, independentemente de quem ocupe o Planalto.

Já o chamado Centrão adota outra estratégia. Prefere investir pesado na disputa por governos estaduais, mirando controle de máquinas administrativas, orçamentos robustos e capilaridade regional. Governadores fortes ampliam o poder de barganha no Congresso e funcionam como plataformas eleitorais para futuras alianças nacionais.

O desenho que começa a se formar indica que 2026 será menos sobre slogans e mais sobre arquitetura de poder. O eleitor verá campanhas presidenciais, mas o verdadeiro embate estará na composição do Congresso e no controle das engrenagens institucionais do país.