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Política

PT quer se aproximar de evangélicos e motoristas de app

Por Brasil no Centro Publicado em 27 de abril de 2026 às 15:35 2 min de leitura
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PT quer se aproximar de evangélicos e motoristas de app

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva (PT), afirmou que a legenda precisa rever posturas e ampliar o diálogo com grupos sociais que demonstram resistência ao partido, entre eles evangélicos, moradores das periferias e motoristas de aplicativos.

A declaração foi feita durante o encerramento do congresso nacional da sigla, em Brasília, em meio aos preparativos para a eleição de 2026. O discurso sinaliza uma tentativa do PT de reconstruir pontes com setores populares que, nos últimos anos, se afastaram politicamente da legenda.

Segundo Edinho, o partido precisa agir com humildade para compreender por que perdeu espaço em determinados segmentos. Ele citou especialmente a juventude evangélica e trabalhadores inseridos na chamada nova economia urbana, como entregadores e condutores de plataformas digitais.

Nos bastidores, dirigentes reconhecem que parte do eleitorado passou a cobrar respostas mais concretas para temas como custo de vida, emprego, segurança e mobilidade social. O desafio petista é reconectar o discurso político com demandas práticas do cotidiano.

Durante o evento, o presidente do partido também defendeu maior presença de base e retomada do contato direto com a população. Para integrantes da legenda, apenas campanhas digitais e narrativas institucionais não bastam para recuperar terreno em regiões metropolitanas e áreas periféricas.

O movimento ocorre em um cenário de desgaste econômico percebido por parcelas da população, apesar dos indicadores apresentados pelo governo federal. Pesquisas recentes mostram que renda, endividamento e dificuldade para pagar contas seguem entre as principais preocupações dos brasileiros.

A tentativa de aproximação com evangélicos também reflete a importância crescente desse eleitorado no debate nacional. Em diferentes estados, partidos de centro e direita avançaram nesse campo nos últimos ciclos eleitorais, pressionando o PT a recalibrar sua estratégia.

Analistas observam que a eleição de 2026 tende a premiar legendas capazes de apresentar propostas reais, moderação institucional e conexão com a vida concreta das pessoas. Em um país cansado da polarização, o espaço para diálogo com o centro e para agendas pragmáticas segue aberto.