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Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha em investigação da CPMI do INSS

Por Brasil no Centro Publicado em 4 de março de 2026 às 14:57 3 min de leitura
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Alcolumbre mantém quebra de sigilo de Lulinha em investigação da CPMI do INSS

O presidente do Senado decidiu manter a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no âmbito das investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. A decisão foi tomada após a análise de um recurso apresentado por parlamentares alinhados ao governo federal que tentavam reverter a medida aprovada anteriormente pela comissão.

Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, rejeitou o pedido de revisão apresentado por integrantes da base governista e confirmou a validade da decisão tomada pela CPMI na semana passada. Com isso, a comissão continua autorizada a acessar dados financeiros e fiscais relacionados ao filho do presidente da República.

A quebra de sigilo havia sido aprovada em uma sessão marcada por forte tensão entre parlamentares. Durante a reunião da CPMI, o debate sobre a investigação terminou em um episódio de confronto físico entre integrantes do colegiado, evidenciando o ambiente de polarização em torno do tema.

A comissão foi criada para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo benefícios previdenciários e possíveis esquemas de fraude relacionados ao sistema do Instituto Nacional do Seguro Social. No curso das investigações, parlamentares decidiram ampliar o alcance das apurações e solicitar o acesso a informações financeiras consideradas relevantes para o esclarecimento dos fatos.

A decisão de manter a quebra de sigilo representa uma derrota para a ala governista que buscava suspender a medida aprovada pela comissão. Com a determinação do presidente do Senado, os investigadores continuam autorizados a requisitar dados bancários e fiscais que possam contribuir para o andamento das apurações.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se manifestou diretamente sobre a decisão do Senado até o momento. A investigação, no entanto, ocorre em um momento de intensa disputa política em torno das apurações conduzidas pela CPMI.

A comissão tem prazo inicial para funcionamento até o final de março, mas integrantes do colegiado defendem a prorrogação das atividades para permitir a continuidade das investigações e a análise de novos documentos e depoimentos.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), já sinalizou a intenção de solicitar a extensão do prazo de funcionamento da comissão, medida que depende da aprovação do Congresso Nacional.

Com a manutenção da quebra de sigilo, a comissão segue com acesso às informações financeiras consideradas estratégicas para aprofundar as investigações e consolidar o relatório final que será apresentado ao Congresso.