
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, enfrentou um clima tenso durante a inauguração da Barragem Panelas II, em Cupira, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao iniciar seu discurso, foi vaiada por parte do público presente. Lyra reagiu imediatamente e disse que a hostilidade só ocorreu porque ela é mulher, acusando a militância petista de reproduzir machismo em pleno ato oficial.
A governadora afirmou que o episódio não a intimida e que segue determinada a trabalhar por Pernambuco. Em sua fala, destacou o apoio recebido do governo federal e declarou que o estado continuará sendo parceiro de Lula nas ações voltadas à população.
O episódio ocorre em um momento de forte disputa política dentro do próprio campo governista. Lyra, que migrou para o PSD neste ano para se aproximar do Palácio do Planalto, tenta consolidar sua relação com Lula. Ao mesmo tempo, o prefeito do Recife, João Campos, provável adversário da governadora na eleição de 2026, também busca o apoio do presidente e esteve presente no evento.
A rivalidade ficou evidente nos últimos meses, especialmente depois que Campos se colocou como aliado prioritário de Lula em agendas no estado, aproveitando ausências de Lyra para reforçar sua proximidade com o petista.
Apesar da tensão, Raquel Lyra manteve o tom de conciliação ao afirmar que o amor por Pernambuco é maior que divergências políticas. Nas redes sociais, publicou fotos ao lado de Lula e reiterou que continuará trabalhando pelo estado com firmeza e resiliência.