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Regalias: Bolsonaro já custou R$ 7,6 milhões aos cofres públicos desde que deixou a presidência

Por Brasil no Centro Publicado em 26 de novembro de 2025 às 16:55 3 min de leitura
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Regalias: Bolsonaro já custou R$ 7,6 milhões aos cofres públicos desde que deixou a presidência

Jair Bolsonaro já custou R$ 7,67 milhões aos cofres públicos desde o início de 2023, quando passou oficialmente à condição de ex-presidente da República. O valor engloba aposentadorias, salário partidário e, principalmente, a estrutura permanente bancada pela União para atender ex-chefes do Executivo.

Os dados compilados pela reportagem mostram quatro frentes principais de despesa. A equipe de oito assessores, somada a dois veículos oficiais, representa a maior fatia: R$ 4,71 milhões pagos pela Presidência da República. Além disso, Bolsonaro recebe aposentadoria como capitão reformado do Exército, que somou R$ 424 mil no período; aposentadoria parlamentar de R$ 1,28 milhão; e salário de R$ 1,24 milhão como presidente de honra do Partido Liberal, função custeada integralmente pelo Fundo Partidário.

A Casa Civil confirmou que Bolsonaro utiliza integralmente a estrutura garantida por lei aos ex-presidentes. O pacote prevê quatro profissionais de segurança e apoio, dois assessores e dois motoristas, além do direito permanente a dois veículos oficiais. O início do cumprimento de sua pena definitiva não altera o acesso ao benefício.

Ao analisar a evolução dos gastos, chama atenção a queda registrada em 2025: até novembro, R$ 994,5 mil. O montante é inferior ao total desembolsado em 2024, quando foram R$ 1,79 milhão, e menor ainda do que os R$ 1,95 milhão de 2023. A redução acompanha o agravamento da situação jurídica de Bolsonaro, que desde o avanço do julgamento pela trama golpista passou a enfrentar restrições de deslocamento, incluindo a proibição de deixar o país e, mais recentemente, a prisão domiciliar.

A manutenção da estrutura, por si só, envolve despesas contínuas. Além dos salários e gratificações dos servidores comissionados, entram na conta diárias nacionais e internacionais, passagens aéreas, locação de meios de transporte, telefonia e a manutenção completa da frota utilizada pela equipe. Combustível e lubrificantes também são pagos integralmente pela União.

Sempre que assessores ou seguranças precisam acompanhar Bolsonaro ao exterior, a Casa Civil deve ser comunicada previamente. As designações e autorizações são registradas no Diário Oficial da União.

O pacote de privilégios faz parte do conjunto de “medidas de segurança” previstas para ex-presidentes, uma estrutura que, mesmo diante de acusações, condenações ou prisões, permanece ativa e financiada pelo contribuinte.