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Relatório da PF menciona possíveis crimes de Toffoli, e STF reage contra atuação da Polícia Federal

Por Brasil no Centro Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 14:28 2 min de leitura
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Relatório da PF menciona possíveis crimes de Toffoli, e STF reage contra atuação da Polícia Federal

Relatório da Polícia Federal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal apontou indícios de possíveis crimes envolvendo o ministro Dias Toffoli no contexto de sua relação com o Banco Master.

O documento, classificado como Informação de Polícia Judiciária, foi enviado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, com base no artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura. A norma prevê que, havendo indícios de crime atribuídos a magistrado, os autos devem ser remetidos ao tribunal competente para que delibere sobre o prosseguimento.

Segundo o relatório, há menções a pagamentos relacionados à empresa Maridt Participações, da qual Toffoli confirmou ser sócio. A apuração inclui mensagens trocadas entre o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e seu cunhado Fabiano Zettel, nas quais são discutidas transferências financeiras associadas à venda de participação no resort Tayayá.

Em nota, o ministro afirmou que integra o quadro societário da Maridt e declarou que jamais recebeu valores de Daniel Vorcaro ou de Fabiano Zettel.

A partir do envio do relatório, o presidente do STF abriu procedimento de arguição de suspeição, mecanismo utilizado para questionar a imparcialidade de magistrado. O tema foi encaminhado ao próprio ministro, que afirmou não haver motivo para seu afastamento. Posteriormente, ministros da Corte decidiram que Toffoli deixará a relatoria do caso.

Sem autorização do Supremo, a Polícia Federal não pode dar prosseguimento a investigação envolvendo integrante da Corte.