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Renan Filho promete ‘proteção as mulheres’ em Alagoas, mas já foi condenado a pagar R$ 100 mil por pertubar uma mulher

Por Brasil no Centro Publicado em 23 de setembro de 2026 às 17:25 3 min de leitura
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Renan Filho promete ‘proteção as mulheres’ em Alagoas, mas já foi condenado a pagar R$ 100 mil por pertubar uma mulher

O candidato ao governo de Alagoas Renan Filho (MDB) voltou a colocar a proteção às mulheres entre as pautas de sua campanha, mas a promessa ocorre em meio ao histórico de uma condenação judicial relacionada a um episódio envolvendo Marina Candia, esposa do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC (PSDB).

Durante a campanha, Renan Filho afirmou defender medidas de proteção às mulheres e punição para agressores. “Proteção para a mulher, cadeias para os covardes”, declarou o candidato ao apresentar sua proposta.

A fala ganha repercussão pelo fato de Renan Filho ter sido condenado pela Justiça de Alagoas, em primeira instância, por danos morais decorrentes de um episódio ocorrido na madrugada de 31 de outubro de 2022, após o segundo turno das eleições daquele ano. A decisão também condenou o deputado federal Rafael Brito (MDB).

Segundo a sentença da 7ª Vara Cível da Capital, os dois participaram de um ato realizado em frente à residência de JHC e Marina Candia, com utilização de trio elétrico e manifestações feitas por meio de microfone. O episódio ocorreu durante uma comemoração política após o resultado eleitoral.

Na ocasião, Marina relatou que estava em casa com a filha do casal, então com um ano de idade. A ação apresentada à Justiça questionou as manifestações feitas diante da residência e os efeitos provocados sobre a família.

Ao analisar o caso, o juiz Jamil Amil Albuquerque de Hollanda Ferreira entendeu que as manifestações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e atingiram a honra, a imagem e a privacidade dos autores. A decisão estabeleceu indenização de R$ 50 mil para cada um dos dois réus, totalizando R$ 100 mil.

A condenação foi de natureza cível e por danos morais, não se tratando de uma condenação criminal por violência contra a mulher. A sentença foi proferida em primeira instância e está sujeita às regras de recurso.

O episódio ocorreu em um dos momentos mais acirrados da disputa política alagoana. De acordo com os registros apresentados no processo, as manifestações foram direcionadas contra JHC e também atingiram sua família. Para o magistrado, o fato de os envolvidos serem figuras públicas não afastava a proteção jurídica à honra e à privacidade no ambiente residencial.

Quase quatro anos depois do episódio, o caso voltou ao debate político durante a campanha de 2026, justamente quando Renan Filho apresenta propostas relacionadas à proteção das mulheres e ao combate à violência.

A pauta ganhou espaço em agendas recentes do candidato. Em um debate realizado em setembro, Renan apresentou a proposta de criação de um Centro Integrado de Proteção à Mulher, com a integração de serviços de segurança, Justiça, saúde e assistência. Na ocasião, também defendeu proteção e acolhimento às mulheres e punição aos agressores.

A condenação judicial, por sua vez, permanece como parte do histórico público da disputa entre o grupo político de Renan Filho e os aliados de JHC em Alagoas. O episódio de 2022 e a sentença de 2025 voltaram ao centro da discussão em meio à campanha pelo governo estadual.

O caso também evidencia como episódios ocorridos em disputas eleitorais anteriores continuam repercutindo na eleição de 2026, especialmente em uma campanha marcada pela forte polarização entre os principais grupos políticos de Alagoas.