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Renan Santos comemora afastamento de chefe da PF e mira Lula e Bolsonaro

Por Brasil no Centro Publicado em 8 de setembro de 2026 às 12:11 4 min de leitura
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Renan Santos comemora afastamento de chefe da PF e mira Lula e Bolsonaro

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira (8) que recebeu com “felicidade” a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Em vídeo divulgado por sua assessoria, Renan aproveitou o episódio para criticar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e também o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao comentar a decisão, Renan afirmou que o debate não deveria ser tratado apenas a partir da disputa entre grupos políticos. Segundo ele, a discussão sobre a atuação das instituições precisa considerar os fatos e eventuais responsabilidades, independentemente de quem esteja envolvido.

O candidato também direcionou críticas aos bolsonaristas que comemoraram o afastamento de Andrei Rodrigues. Renan questionou a razão da comemoração e citou as informações sobre a relação do diretor-geral da PF com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master.

Na avaliação de Renan, se a proximidade entre autoridades e investigados é motivo de preocupação, o mesmo critério deveria ser aplicado aos diferentes grupos políticos. A declaração foi utilizada por ele para fazer uma crítica direta ao candidato Flávio Bolsonaro (PL), que disputa espaço no campo da direita na eleição presidencial.

Renan também voltou suas críticas ao governo federal. Ao mencionar os apoiadores do presidente Lula, afirmou que eles deveriam estar preocupados com o episódio e questionou o que chamou de uma “indústria da impunidade” no país.

Em outro momento da manifestação, o candidato classificou a situação envolvendo a Polícia Federal e o Supremo como “muito bizarra” e afirmou que questões institucionais acabam sendo contaminadas pela disputa política. Segundo Renan, o problema deveria ser tratado de maneira objetiva, sem que as instituições fossem avaliadas de acordo com a conveniência de cada grupo.

Mais tarde, Renan afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende defender a retomada da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. A proposta, segundo ele, teria como objetivo evitar que políticos e autoridades condenados permaneçam em liberdade durante anos em razão da tramitação de recursos judiciais.

O afastamento de Andrei Rodrigues foi determinado por André Mendonça nesta terça-feira. A decisão também atingiu o delegado Leandro Almada, afastado da direção de Inteligência Policial da Polícia Federal.

A medida ocorreu depois que o ministro passou a questionar a produção e utilização de relatórios de inteligência da PF relacionados a sua atuação nos casos envolvendo o Banco Master e as investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo Mendonça, os documentos indicariam a existência de um monitoramento que teria alcançado sua atuação e a de outras autoridades, entre elas o advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro também determinou a abertura de procedimentos para apurar a produção dos relatórios.

O episódio ganhou novos contornos após informações relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro. Em depoimento ao gabinete de Mendonça, o banqueiro afirmou que teve relação anterior com Andrei Rodrigues e que a proximidade teria sido um dos fatores que dificultaram uma eventual colaboração premiada.

Vorcaro também relatou ter viajado com o diretor-geral da PF para eventos e afirmou que possuía informações sobre pessoas ligadas a um núcleo político. O conteúdo do depoimento passou a integrar o conjunto de elementos analisados no caso.

A decisão de Mendonça provocou reação no governo federal e ampliou a tensão entre diferentes instituições em um momento em que as investigações envolvendo o Banco Master e outros casos de grande repercussão continuam sob análise do Judiciário.