
O pré-candidato à presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, está no centro de uma polêmica após ter revelado, por meio de mensagens trocadas em grupos privados de redes sociais, o consumo de substâncias entorpecentes e sua proximidade com círculos ligados à extrema-direita. As mensagens, que foram acessadas com exclusividade pela coluna Metrópoles, foram trocadas no grupo intitulado “Cannipapo”, entre abril de 2024 e outubro de 2025, e mostram o presidenciável participando ativamente de discussões, recomendando autores com tendências fascistas e promovendo concursos de conteúdo explícito.
Embora a candidatura de Renan Santos seja amplamente voltada para o combate ao tráfico de drogas, suas interações no grupo revelam um contraste marcante com sua agenda de campanha. O conteúdo das conversas foi formalmente denunciado ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPFDF) por Ian Bartholo Lukas Coelho, estudante de ciência política. Durante as conversas, Renan Santos interagiu com outros membros do grupo, que compartilhavam conteúdos de direita radical. Mesmo sem saber inicialmente por que foi adicionado ao grupo, Santos acabou se envolvendo em discussões sobre temas polêmicos, como o fascismo e o uso de substâncias ilícitas.
Após ser confrontado sobre as mensagens, Renan Santos confirmou a veracidade dos diálogos e justificou suas ações, afirmando que, caso o eleitorado se manifeste contra o uso de drogas, ele se comprometeria a cessar o consumo. A atitude gerou críticas, especialmente considerando o foco de sua candidatura na luta contra o narcotráfico e a venda de substâncias ilegais.
A revelação das mensagens e do envolvimento de Renan com círculos da extrema-direita colocam sua candidatura sob escrutínio, em um momento em que ele tenta ganhar apoio popular e político. Seu comportamento no grupo “Cannipapo” expõe contradições entre a imagem pública que tenta construir e a realidade de suas ações pessoais e políticas.