Política com conteúdo. Centro com clareza.
terça-feira, 29 de setembro
Assinar
Agora
Medidas de Lula às vésperas da eleição exigem ajuste de R$ 33 bilhões no Orçamento de 2027Trump e Xi anunciam avanço comercial e envio de pandas aos EUA após encontro em WashingtonGreve da Caixa: agências retomam atendimento parcial após decisão do TSTLula tem 39% e Flávio 34% no 1º turno, diz pesquisa QuaestGilmar Mendes cobra investigação sobre precatórios do Banco Master e cita contrato de R$ 427 milhões
Política

Rodrigo Pacheco articula controle da federação União Progressistas em Minas Gerais

Por Brasil no Centro Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 09:42 3 min de leitura
Compartilhar
Rodrigo Pacheco articula controle da federação União Progressistas em Minas Gerais

O senador Rodrigo Pacheco intensificou, nas últimas semanas, articulações políticas para assumir o controle da federação União Progressistas em Minas Gerais. As conversas envolvem diretamente Davi Alcolumbre e Ciro Nogueira, dois dos principais caciques nacionais do União Brasil e do Progressistas.

O movimento vai além de uma simples troca partidária. Trata-se de uma tentativa de reposicionar Pacheco como o principal nome do centro democrático em Minas, liderando uma frente ampla que reúna partidos do centro, do centrão e setores da esquerda moderada, com o objetivo declarado de barrar o avanço do que seus aliados classificam como radicalismo de direita no estado.

Estratégia semelhante à de Eduardo Paes no Rio

A articulação em Minas segue uma lógica já testada em outros estados, especialmente no Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes construiu sua viabilidade eleitoral ao reunir apoio da esquerda, do centro democrático e da política tradicional, isolando polos mais radicalizados.

No caso mineiro, a ideia é semelhante. Mesmo mantendo discurso público cauteloso sobre uma eventual candidatura ao governo, Pacheco trabalha nos bastidores para centralizar poder partidário, garantir estrutura eleitoral e ampliar tempo de TV, elementos decisivos em um dos maiores colégios eleitorais do país.

Derrota estratégica para Mateus Simões

Se a operação for bem-sucedida, o principal prejudicado será Mateus Simões. Apontado como candidato do governador Romeu Zema, Simões aparece hoje na lanterna das pesquisas e tinha na federação União-PP seu principal trunfo para ganhar musculatura eleitoral, com acesso ampliado ao fundo eleitoral e ao horário gratuito de rádio e TV.

Com a federação sob influência direta de Pacheco, Simões perderia o apoio formal do bloco, enfraquecendo ainda mais uma candidatura que já enfrenta dificuldades de capilaridade e baixa identificação popular fora do núcleo do governo estadual.

Marcelo Aro também perde espaço

Outro impacto direto recai sobre Marcelo Aro, atual secretário da Casa Civil e pré-candidato ao Senado. Hoje no comando do Progressistas em Minas, Aro perderia o controle da legenda com a entrada de Pacheco e, consequentemente, o direito de ocupar uma vaga na chapa vinculada à federação.

Nesse cenário, aliados avaliam que Aro pode buscar abrigo em outras siglas, como o NOVO ou o Podemos, numa tentativa de preservar seu projeto eleitoral fora da órbita da nova aliança.

Centro como discurso, Lula como pano de fundo

Embora evite se apresentar publicamente como candidato do presidente, Pacheco já deixou claro a interlocutores que pretende sustentar o discurso de candidato de centro, defensor de uma frente ampla e da estabilidade institucional. Na prática, a movimentação atende também ao desejo do Planalto de contar com um nome competitivo em Minas, estado onde o PT enfrenta dificuldades históricas para liderar chapas próprias.