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Senador Ângelo Coronel rompe com o PT e se desfilia do PSD na Bahia; União Brasil e PSDB são opções

Por Brasil no Centro Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 12:33 2 min de leitura
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Senador Ângelo Coronel rompe com o PT e se desfilia do PSD na Bahia; União Brasil e PSDB são opções

O senador Ângelo Coronel anunciou sua saída do PSD e o rompimento com a base do PT na Bahia, em um movimento que reorganiza o tabuleiro político do estado para as eleições de outubro. A decisão ocorre após Coronel ser deixado de fora da composição da chapa do governador Jerônimo Rodrigues, que caminha para uma candidatura exclusivamente petista ao Senado.

Com a mudança, abre-se espaço para uma chapa formada por Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, encerrando a disputa interna que envolvia o senador baiano. Coronel afirmou que sua permanência no PSD se tornou inviável após avaliação do comando estadual do partido e disse ter recebido o comunicado de que deveria buscar outra legenda para disputar a reeleição.

O senador classificou a decisão como difícil e afirmou estar emocionalmente abalado com o desfecho. Ainda assim, deixou claro que seguirá no cenário eleitoral, agora pela oposição ao governo Lula na Bahia. Coronel também criticou a estratégia do PSD de manter alianças com o PT no estado enquanto, no plano nacional, discute a construção de uma candidatura própria à Presidência da República.

Segundo ele, há uma contradição evidente nessa postura, especialmente diante da filiação recente do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aliado de ACM Neto, principal liderança da oposição baiana. Para Coronel, o movimento nacional do partido não se reflete na prática local.

Apesar do rompimento político, o senador afirmou manter uma relação pessoal respeitosa com Otto Alencar, presidente estadual do PSD, e disse que a saída ocorre sem ressentimentos pessoais. As críticas mais duras foram direcionadas a Rui Costa e Jaques Wagner, acusados por Coronel de atuarem para inviabilizar sua candidatura.

No momento, Ângelo Coronel avalia convites de diferentes siglas. União Brasil e PSDB aparecem como os caminhos mais viáveis, além da Democracia Cristã. A definição partidária deve ocorrer até março e será determinante para o desenho da oposição ao PT na Bahia em 2026.