Política com conteúdo. Centro com clareza.
terça-feira, 29 de setembro
Assinar
Agora
Medidas de Lula às vésperas da eleição exigem ajuste de R$ 33 bilhões no Orçamento de 2027Trump e Xi anunciam avanço comercial e envio de pandas aos EUA após encontro em WashingtonGreve da Caixa: agências retomam atendimento parcial após decisão do TSTLula tem 39% e Flávio 34% no 1º turno, diz pesquisa QuaestGilmar Mendes cobra investigação sobre precatórios do Banco Master e cita contrato de R$ 427 milhões
Política

Senador Plínio Valério sobe o tom contra o STF e crítica nova Lei de Impeachment

Por Brasil no Centro Publicado em 15 de dezembro de 2025 às 15:15 2 min de leitura
Compartilhar
Senador Plínio Valério sobe o tom contra o STF e crítica nova Lei de Impeachment

Em discurso no Plenário do Senado, o senador Plínio Valério, do PSDB do Amazonas, intensificou as críticas à proposta de uma nova Lei de Impeachment e questionou a condução do tema pelo Supremo Tribunal Federal. Para o parlamentar, a retirada de uma medida restritiva pelo ministro Gilmar Mendes não representou um recuo institucional, mas faz parte de um movimento de pressão sobre o Congresso para aprovar uma legislação que, segundo ele, enfraquece o papel do cidadão.

Plínio Valério avalia que o texto em discussão altera a lógica constitucional ao limitar a possibilidade de cidadãos apresentarem representações contra ministros do STF. Na sua leitura, a proposta reduz a participação popular nos mecanismos de fiscalização e compromete o princípio de que o poder emana do povo, base do regime democrático brasileiro.

O senador afirmou que a decisão do ministro de retirar a medida não passou por deliberação colegiada no Supremo e não decorreu de uma derrota da Corte diante do Senado. Para ele, o gesto reforça a expectativa de que o Congresso avance na aprovação do novo marco legal. O ponto mais sensível, segundo Plínio, é a exclusão explícita do cidadão como parte legítima no processo de representação, o que retira um direito fundamental de controle institucional.

Ao ampliar o tom político do discurso, Plínio Valério também cobrou uma postura mais assertiva do Parlamento. Ele defendeu que o Congresso não deve se esquivar de votações por receio de tensões entre os Poderes, mas exercer plenamente sua função constitucional de debate, divergência e decisão.

Na avaliação do senador, Senado e Câmara existem justamente para o confronto de ideias e para o exercício do contraditório. Para ele, quando o Parlamento evita votar temas sensíveis, abre mão de sua responsabilidade democrática e enfraquece o equilíbrio entre os Poderes.