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Superendividamento reduz impacto da alta da renda sobre o consumo das famílias

Por Brasil no Centro Publicado em 8 de abril de 2026 às 15:26 3 min de leitura
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Superendividamento reduz impacto da alta da renda sobre o consumo das famílias

O superendividamento das famílias brasileiras se tornou uma das maiores preocupações do governo Lula, e um estudo recente realizado pelo banco Daycoval destaca como ele reduz de maneira significativa o impacto positivo da alta da renda sobre o consumo. O levantamento revela que, quando o endividamento é mais baixo, um aumento de 1 ponto na massa salarial pode impulsionar o consumo das famílias em até 0,29 ponto percentual. No entanto, quando o nível de endividamento sobe, esse efeito diminui drasticamente, com o impacto no consumo reduzido para apenas 0,17 ponto percentual, representando uma queda de 40% em relação ao cenário mais favorável.

De acordo com a pesquisa, o endividamento das famílias, que já ultrapassou 49% da renda no início de 2026, tem afetado diretamente a capacidade do aumento da renda de impulsionar o consumo. O estudo também aponta que o crédito tem sido uma das formas mais comuns pelas quais as famílias tentam manter seus padrões de consumo em tempos de dificuldades financeiras. Em resposta, o governo federal já começa a implementar medidas para reduzir os débitos, como um programa de renegociação de dívidas, prometendo condições mais favoráveis para as famílias endividadas.

Além disso, o estudo destaca que, sem o aumento do endividamento, o consumo das famílias poderia ter crescido 3 pontos percentuais a mais desde 2023, evidenciando que a alta da dívida tem dificultado a recuperação econômica do país. A pesquisa aponta que, apesar do crescimento do mercado de trabalho e da renda, o consumo tem mostrado um desempenho mais fraco, o que exige a implementação de ações estratégicas mais robustas para enfrentar esse cenário.

A alta nos débitos também foi impulsionada pela expansão do crédito imobiliário, que teve um boom entre 2010 e 2015 e mais uma vez apresentou crescimento forte a partir de 2021. O estudo ressalta a necessidade de uma ação coordenada para reduzir as dívidas e promover uma recuperação mais rápida do consumo das famílias.

O cenário do superendividamento reflete um dos principais desafios da economia brasileira, e as medidas que estão sendo adotadas pelo governo serão cruciais para evitar que a situação se agrave ainda mais nos próximos anos. O programa de renegociação de dívidas proposto pelo governo Lula pode ser uma das alternativas para mitigar os efeitos negativos do superendividamento, oferecendo condições mais acessíveis para o pagamento dos débitos.