Tarcísio afirma que não disputará a Presidência nem a pedido de Bolsonaro e confirma foco na reeleição em São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deixou claro que não pretende disputar a Presidência da República, mesmo que venha a ser incentivado diretamente por Jair Bolsonaro. Em entrevista concedida nesta terça-feira, o governador afirmou que sua decisão é definitiva e que o caminho escolhido é a tentativa de reeleição no comando do maior estado do país.
Segundo Tarcísio, a hipótese de concorrer ao Planalto sequer está colocada em sua estratégia política. Ele relatou que o tema já foi tratado em conversa direta com Bolsonaro em encontro anterior e que, naquela ocasião, foi enfático ao afirmar que sua prioridade é permanecer em São Paulo. Para o governador, manter essa posição é uma questão de coerência política e pessoal.
A declaração ocorre às vésperas de um novo encontro entre Tarcísio e o ex-presidente, marcado para esta semana, em Brasília. O governador afirmou que a visita terá caráter estritamente pessoal e que não pretende tratar de política ou eleições. O objetivo, segundo ele, é demonstrar solidariedade e manter uma relação de amizade e respeito com Bolsonaro, a quem atribui a abertura de uma porta decisiva em sua trajetória pública.
Nos bastidores, o tema ganhou força após declarações do senador Flávio Bolsonaro, que indicou que a candidatura presidencial do ex-presidente ou de um nome por ele indicado estaria definida. A fala gerou desconforto no entorno do governador paulista, levando inclusive ao adiamento de um encontro anterior entre Tarcísio e Bolsonaro.
Embora parte do campo conservador tenha visto em Tarcísio um possível herdeiro eleitoral do bolsonarismo, o governador tem reiterado que nunca se colocou publicamente como candidato ao Planalto. Ao contrário, tem reforçado que seu projeto político está vinculado à consolidação de sua gestão em São Paulo e à continuidade administrativa no estado.
Ao reafirmar essa posição, Tarcísio sinaliza ao eleitorado e ao meio político que não pretende antecipar disputas nacionais nem assumir um protagonismo presidencial fora de hora. A escolha também ajuda a reduzir especulações internas na direita e a delimitar, com mais clareza, o tabuleiro eleitoral de 2026.