
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a enfatizar nesta terça-feira (26) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisa detalhar o envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tarcísio classificou o episódio como um escândalo que atinge toda a sociedade e ressaltou que todas as questões precisam ser minuciosamente esclarecidas.
“Há muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que agride a sociedade como um todo. Tudo precisa ser muito bem explicado”, afirmou Tarcísio durante entrega de obras de saneamento em Perus, na zona norte da capital paulista.
O governador já havia se manifestado sobre os áudios revelados pelo The Intercept Brasil, nos quais Flávio tratava com Vorcaro sobre repasses para o longa. Na ocasião, Tarcísio pediu esclarecimentos e destacou a importância de transparência, mesmo elogiando o senador pela rapidez em responder inicialmente.
Apesar de sua postura crítica em relação ao caso, Tarcísio manteve ressalvas sobre a relação política com Flávio Bolsonaro, lembrando que coordena a pré-campanha do senador em São Paulo. Questionado sobre a participação do pré-candidato na Marcha para Jesus, evento marcado para o dia 4 de junho, o governador afirmou não ter informações sobre a agenda.
Nos bastidores, aliados do bolsonarismo em São Paulo observaram um distanciamento de Tarcísio em relação ao senador após a divulgação das conversas com Vorcaro. No fim de semana seguinte à repercussão dos áudios, ambos tinham agendas conjuntas no interior, mas Tarcísio se ausentou de uma delas alegando gripe.
Ao comentar a repercussão internacional, após o encontro de Flávio Bolsonaro com o presidente americano Donald Trump, Tarcísio destacou que a iniciativa do senador faz parte de sua projeção como pré-candidato à Presidência da República. “Ele está buscando assumir uma posição de liderança nacional. É natural que converse com outros líderes internacionais, e falar com o presidente dos Estados Unidos é, obviamente, saudável para sua agenda política”, afirmou.