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Tarcísio sai em defesa de Eduardo Bolsonaro e chama condenação de injusta

Por Brasil no Centro Publicado em 17 de junho de 2026 às 14:32 2 min de leitura
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Tarcísio sai em defesa de Eduardo Bolsonaro e chama condenação de injusta

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), saiu em defesa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) após a condenação determinada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Em declaração pública, o governador classificou como injusta a decisão que impôs pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto ao parlamentar.

A manifestação ocorreu após evento em que Tarcísio apresentou investimentos na área de segurança pública. Segundo ele, os argumentos apresentados pela defesa de Eduardo Bolsonaro devem ser considerados na avaliação do caso, e a decisão judicial não interfere no cenário político do grupo para as eleições de 2026.

Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo crime de coação no curso do processo. De acordo com a denúncia analisada pelo STF, o ex-deputado teria atuado para pressionar autoridades brasileiras a partir de articulações com agentes políticos no exterior, buscando influenciar decisões relacionadas a investigações em andamento.

Com a decisão, o ex-parlamentar passa a ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e fica inelegível por até oito anos, além de multa e perda do cargo de escrivão da Polícia Federal, função da qual já estava afastado.

Tarcísio afirmou que, na sua avaliação, a condenação não altera o desempenho eleitoral do grupo político ao qual pertence, nem impacta diretamente o projeto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato citado como peça central nas articulações da direita para o próximo ciclo eleitoral.

Em nota e manifestações anteriores, Eduardo Bolsonaro criticou a condução do processo no STF e alegou cerceamento de defesa. O ex-deputado também sustenta que deveria ter sido formalmente notificado por meio de carta rogatória, argumento que foi apresentado pela defesa no curso da ação.

A decisão ainda não é definitiva e pode ser alvo de recursos dentro do próprio Supremo Tribunal Federal, conforme previsto no rito processual.