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Política

Trump anuncia que Venezuela passará a comprar produtos apenas dos EUA

Por Brasil no Centro Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 12:40 2 min de leitura
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Trump anuncia que Venezuela passará a comprar produtos apenas dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta‑feira (7) um acordo que pode redefinir o comércio entre Caracas e Washington: segundo ele, a Venezuela passará a comprar exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos, financiados pela receita da venda de petróleo. A declaração foi publicada em suas redes sociais e destaca os EUA como principal parceiro comercial do país latino‑americano.

Trump afirmou que os recursos obtidos com a exportação de petróleo serão direcionados para a aquisição de produtos agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e insumos industriais norte‑americanos. Na visão do presidente americano, essa troca comercial beneficiará tanto a economia venezuelana quanto setores produtivos dos Estados Unidos.

De acordo com a Casa Branca, o plano envolve a venda de dezenas de milhões de barris de petróleo venezuelano ao mercado norte‑americano, com o dinheiro arrecadado sob gestão direta do governo dos EUA. Trump reforçou que isso garantirá que os recursos sejam aplicados para “melhorar a vida do povo venezuelano e fortalecer os laços com os Estados Unidos”.

A proposta foi anunciada em meio a uma intensa operação diplomática e econômica dos EUA na região, que incluiu a recente captura do ex‑presidente venezuelano Nicolás Maduro por autoridades americanas e a ascensão de uma liderança interina em Caracas com apoio de Washington. O governo norte‑americano também tem exigido que a Venezuela rompa alianças com países como China, Rússia e Irã como parte das condições para a retomada da produção petrolífera sob nova direção.

Especialistas em comércio internacional avaliam que a estratégia de Trump busca consolidar a influência dos Estados Unidos no mercado de energia e aumentar sua participação nas cadeias de produção hemisféricas, ao mesmo tempo em que reduz a dependência venezuelana de parceiros tradicionais. Críticos, entretanto, veem a medida como uma forma de pressão geopolítica que limita a autonomia econômica de Caracas.