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Vice de Tarcísio chama Lewandowski de pior ministro da Justiça da história do Brasil

Por Brasil no Centro Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 18:23 Atualizado em 12 de janeiro de 2026 2 min de leitura
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Vice de Tarcísio chama Lewandowski de pior ministro da Justiça da história do Brasil

Governador interino de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), vice de Tarcísio de Freitas, fez duras críticas à passagem de Ricardo Lewandowski pelo Ministério da Justiça. Ao comentar a saída do ex-ministro nesta sexta-feira, Ramuth classificou sua gestão como a pior da história da pasta e disse que ela simboliza o que chamou de desgoverno do presidente Lula.

Para o vice-governador paulista, Lewandowski deixou o cargo sem qualquer legado positivo. Ele apontou como exemplo a chamada PEC da Segurança Pública, que segundo Ramuth era inócua e ainda retirava autonomia dos estados, além de declarações do ex-ministro que, na visão dele, desmoralizaram o trabalho policial.

Um dos principais alvos das críticas foi a frase atribuída a Lewandowski de que “a polícia prende mal e por isso a Justiça é obrigada a soltar”, considerada pelo governo paulista como ofensiva às forças de segurança e desconectada da realidade do combate ao crime.

Ramuth também criticou uma portaria do Ministério da Justiça que instituiu um protocolo nacional para reconhecimento de pessoas em investigações criminais. Pela norma, estados que aderirem integralmente ao protocolo passam a ter prioridade no recebimento de recursos federais do Fundo Nacional de Segurança Pública. Para o governo paulista, a medida representa uma forma de pressão política sobre os estados e interfere na autonomia das polícias.

Além das críticas à política de segurança, Ramuth também atacou a postura do governo federal em relação ao 8 de Janeiro, afirmando que Lula perdeu a chance de atuar como estadista ao transformar o ato em um evento voltado apenas à sua militância.

A fala do vice-governador escancara o desgaste entre São Paulo e o Planalto na área de segurança pública e reforça a linha de confronto entre governos estaduais e o Ministério da Justiça sob a gestão petista.