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Vice de Tarcísio rompe com Kassab e acerta ida ao MDB em São Paulo

Por Brasil no Centro Publicado em 30 de março de 2026 às 15:18 2 min de leitura
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Vice de Tarcísio rompe com Kassab e acerta ida ao MDB em São Paulo

O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), decidiu deixar o partido e acertou sua filiação ao MDB, em um movimento que expõe tensões internas na base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e redesenha o cenário político paulista para 2026.

A decisão foi consolidada após conversas com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (MDB), e com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), que avalizou a entrada de Ramuth na legenda. O gesto marca um reposicionamento estratégico do vice-governador após o rompimento com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (PSD).

Felício Ramuth (PSD) optou pela mudança após perder espaço dentro do partido na disputa pela composição da chapa à reeleição de Tarcísio. Kassab vinha atuando nos bastidores para ocupar a vaga de vice, o que gerou desgaste interno e inviabilizou a permanência de Ramuth na sigla.

A movimentação também reflete a disputa por protagonismo dentro da base aliada em São Paulo. O MDB surge como destino natural diante da proximidade política entre Ramuth, Tarcísio e o prefeito Ricardo Nunes, além da estrutura partidária consolidada no estado.

Nos bastidores, a saída de Ramuth evidencia um rearranjo mais amplo nas alianças. Kassab mantém ambições eleitorais próprias e não esconde o interesse em ampliar sua influência no cenário paulista, enquanto Tarcísio busca preservar o equilíbrio de sua base sem abrir mão de decisões estratégicas na formação da chapa.

O movimento ocorre em meio a um ambiente político cada vez mais competitivo em São Paulo, com diferentes forças disputando espaço tanto para o governo quanto para o Senado. A escolha do vice na chapa de Tarcísio se tornou um dos principais pontos de tensão, envolvendo não apenas o PSD, mas também o PL e outras siglas aliadas.

Com a filiação ao MDB, Ramuth reforça sua posição dentro do grupo político do governador e mantém viabilidade eleitoral para os próximos ciclos, ao mesmo tempo em que o PSD perde um de seus principais quadros no estado.