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Zema critica PT, sugere que apoiadores deixem o Brasil e questiona reajuste do Bolsa Família

Por Brasil no Centro Publicado em 18 de setembro de 2026 às 16:43 3 min de leitura
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Zema critica PT, sugere que apoiadores deixem o Brasil e questiona reajuste do Bolsa Família

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) elevou o tom das críticas ao PT durante entrevista à Rádio Itatiaia nesta sexta-feira (18). Ao ser questionado sobre um eventual segundo turno contra um candidato petista, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que apoiaria qualquer nome que estivesse na disputa contra o partido e disse que pessoas que ainda defendem a legenda deveriam considerar viver em países como Venezuela ou Cuba.

Zema afirmou que considera o PT associado a um modelo que, segundo sua avaliação, produz dependência econômica e problemas de gestão. A declaração ocorreu durante uma conversa em que o candidato também criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal.

O novo valor do programa começa a ser pago em outubro. O benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777. Segundo o governo, a correção de 15,04% corresponde à inflação acumulada medida pelo INPC desde março de 2023 e não representa ganho real.

Zema classificou o momento escolhido para o anúncio como inadequado e afirmou que a decisão teria caráter eleitoral. O reajuste foi anunciado 17 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O governo federal, por sua vez, sustenta que a medida apenas recompõe perdas inflacionárias e está prevista nas regras do programa e na legislação vigente. A Advocacia Geral da União também afirmou que não houve criação de novo benefício nem ampliação do número de famílias atendidas.

Além de questionar o reajuste, Zema apresentou uma proposta de reformulação do Bolsa Família. O candidato defende ampliar os mecanismos de saída do programa e criar incentivos para que beneficiários ingressem no mercado formal de trabalho.

Entre as medidas citadas está o pagamento de R$ 5 mil para pessoas que conseguirem emprego com carteira assinada e deixarem o programa. Zema também defende que beneficiários que não tenham sob sua responsabilidade crianças, idosos ou pessoas com deficiência cumpram requisitos relacionados a estudo e qualificação profissional.

A proposta, segundo o candidato, teria como objetivo reduzir a dependência prolongada do benefício e aumentar as oportunidades de inserção profissional. Zema afirmou que pretende priorizar mecanismos que funcionem como portas de saída do programa.

A declaração sobre os eleitores do PT ocorreu no contexto de uma pergunta sobre sua posição em um eventual segundo turno. Zema afirmou que apoiaria o candidato que enfrentasse o partido caso não estivesse na disputa. Na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (17), o candidato apareceu com 2% das intenções de voto no primeiro turno.

O candidato também tem intensificado críticas ao governo federal em outros temas durante a campanha. Nesta semana, defendeu mudanças na estrutura do Supremo Tribunal Federal, criticou ministros da Corte e apresentou propostas econômicas que incluem alterações na atuação do Estado e privatizações.

A fala desta sexta-feira acrescenta o Bolsa Família e a política de transferência de renda ao conjunto de temas explorados por Zema na reta final do primeiro turno.