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Zucco entra na disputa no RS e reforça polarização após rearranjo da esquerda

Por Brasil no Centro Publicado em 13 de abril de 2026 às 17:49 Atualizado em 15 de abril de 2026 2 min de leitura
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Zucco entra na disputa no RS e reforça polarização após rearranjo da esquerda

A corrida pelo governo do Rio Grande do Sul ganhou novos contornos após o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Luciano Zucco (PL). O anúncio foi feito em Porto Alegre e contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL), que busca consolidar palanques estaduais para sua pré-candidatura à Presidência da República.

A movimentação ocorre em um cenário político alterado pela decisão do PT de não apresentar candidatura própria ao governo gaúcho e apoiar o nome da ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT). A escolha, definida após disputas internas, redesenhou o campo da esquerda no estado e abriu espaço para uma disputa mais concentrada entre blocos políticos.

No lançamento, Zucco apresentou uma aliança formada por partidos como PP, Novo, Podemos e Republicanos, além de oficializar a indicação da deputada estadual Silvana Covatti (PP) como pré-candidata a vice-governadora. A chapa também conta com nomes que se colocam na disputa ao Senado, ampliando a estrutura política da coalizão.

Durante o evento, o pré-candidato destacou a construção de uma frente unificada e afirmou que o grupo pretende disputar o comando do estado com base em uma agenda de mudanças. A presença de lideranças nacionais e regionais reforçou o tom político da pré-campanha, que já começa a ganhar intensidade no estado.

Do outro lado, a articulação da esquerda enfrenta desafios após a decisão da direção nacional do PT, que optou por apoiar o PDT em vez de manter candidatura própria. O movimento gerou divergências internas e exigiu rearranjos para consolidar uma candidatura unificada em torno de Juliana Brizola.

No campo governista estadual, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) aparece como nome cotado para a sucessão do atual governador, em um cenário que ainda depende de consolidação de alianças e definição de estratégias.

A disputa no Rio Grande do Sul tende a refletir a dinâmica nacional, com diferentes campos políticos buscando ampliar suas bases e garantir competitividade em um dos principais colégios eleitorais do país.