Política com conteúdo. Centro com clareza.
quinta-feira, 17 de setembro
Assinar
Agora
Lula tem 38% e Flávio 34% no 1º turno, diz pesquisa Indexa/BroadcastGoverno Lula amplia subsídio ao diesel para R$ 2,12 por litro até o fim de setembroBrasil é cobrado por Trump no combate ao tráfico enquanto Venezuela deixa lista de países que falharamBrasil cria incentivos de até R$ 7 bilhões para minerais críticos e estratégicosLula tem 38% e Flávio 34% no 1º turno, diz pesquisa Indexa/Broadcast
Opinião

Aristóteles Drummond: “A vontade de realizar “

Por Aristóteles Drummond Publicado em 15 de setembro de 2026 às 14:37 3 min de leitura
Compartilhar
Aristóteles Drummond: “A vontade de realizar “

Quem passa pela Via Dutra na subida da serra e vê a movimentação das obras em estado adiantado em tão pouco tempo, fica se perguntando como uma obra desta relevância ficou parada por tantos anos. Curiosamente, a intervenção — assim como a nova subida de Petrópolis — é de extrema importância para o Rio de Janeiro e passou os quatro anos do governo Bolsonaro paralisada. Seria algo natural se o ex-presidente não tivesse tantos mandatos pelo Rio e não tivesse um filho senador pelo estado. Agora, na campanha, o candidato da família não foi questionado por essa omissão.

Muita gente não entende o reconhecimento popular, através dos tempos, de gestores públicos realizadores. Figuras estaduais como Adhemar de Barros e Paulo Maluf, em São Paulo; Antônio Carlos Magalhães, na Bahia; Carlos Lacerda e Negrão de Lima, no Rio de Janeiro; Israel Pinheiro e Magalhães Pinto, em Minas Gerais; e Amaral Peixoto, no antigo estado do Rio. No âmbito nacional, Juscelino Kubitschek foi o grande realizador no setor de energia, estradas e na implantação da indústria automobilística.

Os governos de Costa e Silva, Médici e Figueiredo, também realizadores, muito deveram ao dinamismo do coronel Mário Andreazza, que cobriu o Brasil de feitos notáveis, como a Transamazônica, a duplicação da Dutra, a Rio-Santos, a construção de cinco milhões de casas populares e o dobro da oferta de saneamento básico no país. Costa Cavalcanti, ministro por mais de uma vez, foi um dos grandes responsáveis pelo ritmo das obras de Itaipu. O período ainda abrigou outros executivos de ação, como Eliseu Resende, Mário Behring, João Camilo Penna, Alysson Paolinelli e Nestor Jost, entre outros. Posteriormente, o descontrole nas contas públicas deixou o país sem projetos de Estado, passando a depender quase que exclusivamente das concessões nas mãos do setor privado.

O Brasil precisa voltar às grandes obras para atender à demanda de infraestrutura e manter o crescimento da atividade agrícola e industrial. Isso envolve a melhoria do acesso aos portos, a ampliação da capacidade deles e a manutenção do foco nos projetos ferroviários.

O país não aguenta mais este “tititi” de denúncias, de impunidade, de proteção a malfeitos, de projetos pessoais ou familiares e com zero de objetividade no que realmente interessa. A economia tem seu crescimento limitado pela falta de planejamento de longo prazo. Temos de melhorar urgentemente o perfil logístico nacional para não perder a nossa competitividade global.

Aristóteles Drummond é jornalista