Política com conteúdo. Centro com clareza.
segunda-feira, 28 de setembro
Assinar
Agora
Medidas de Lula às vésperas da eleição exigem ajuste de R$ 33 bilhões no Orçamento de 2027Trump e Xi anunciam avanço comercial e envio de pandas aos EUA após encontro em WashingtonGreve da Caixa: agências retomam atendimento parcial após decisão do TSTLula tem 39% e Flávio 34% no 1º turno, diz pesquisa QuaestGilmar Mendes cobra investigação sobre precatórios do Banco Master e cita contrato de R$ 427 milhões
Política

Rios da Amazônia podem ter pedágio? Plínio Valério denuncia medida do governo Lula”

Por Brasil no Centro Publicado em 5 de setembro de 2025 às 11:18 2 min de leitura
Compartilhar
Rios da Amazônia podem ter pedágio? Plínio Valério denuncia medida do governo Lula”

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) manifestou críticas ao decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que incluiu as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND). A medida permite a concessão privada da navegação em trechos estratégicos da Amazônia.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar comparou a decisão à negativa histórica de pavimentação da BR-319, apontando que a medida pode resultar na cobrança de tarifas ou pedágios sobre o transporte fluvial. Segundo ele, os impactos atingiriam o transporte de cargas, alimentos e passageiros que dependem do Rio Madeira para o escoamento da produção e abastecimento da região.

Plínio Valério informou ainda que acionou sua equipe jurídica para avaliar medidas legais que possam contestar o decreto e impedir leilões sem consulta prévia às comunidades afetadas.

O decreto nº 12.600, assinado em 28 de agosto e publicado no Diário Oficial da União no dia 29, autoriza a inclusão dos seguintes trechos hidroviários no PND:

  • Hidrovia do Rio Madeira: de Porto Velho (RO) a Itacoatiara (AM), 1.075 km;
  • Hidrovia do Rio Tocantins: de Belém (PA) a Peixe (TO), 1.731 km;
  • Hidrovia do Rio Tapajós: de Itaituba a Santarém (PA), 250 km.

O governo federal justificou a medida como uma forma de atrair investimentos privados para melhorar a infraestrutura, reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade do setor hidroviário. Críticos, porém, apontam potenciais impactos ambientais, aumento de custos no transporte e a ausência de consulta às comunidades locais.