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Silêncio de Lula sobre Nobel da Paz à opositora de Maduro causa desconforto

Por Brasil no Centro Publicado em 15 de outubro de 2025 às 10:33 2 min de leitura
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Silêncio de Lula sobre Nobel da Paz à opositora de Maduro causa desconforto

Cinco dias após o anúncio de que a venezuelana María Corina Machado venceu o Prêmio Nobel da Paz de 2025, o governo brasileiro segue em completo silêncio. Nem o Itamaraty nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) emitiram qualquer manifestação sobre o prêmio concedido à principal opositora do regime de Nicolás Maduro, aliado histórico do governo petista.

Machado, que atua na clandestinidade desde as eleições venezuelanas de 2024, dedicou o prêmio ao ex-presidente norte-americano Donald Trump e tem recebido apoio de diversas lideranças internacionais. Além de um telefonema de Trump, foi cumprimentada publicamente por figuras como o ex-presidente brasileiro Michel Temer, que destacou “seu exemplo de coragem em defesa da democracia”.

A opositora foi impedida de concorrer à Presidência da Venezuela em 2024, quando seu nome foi barrado por órgãos eleitorais controlados pelo regime chavista. Na ocasião, apoiou a candidatura de Edmundo González Urrutia, que posteriormente se exilou após o que observadores internacionais classificaram como uma eleição fraudulenta.

Enquanto o governo brasileiro opta por não se posicionar, líderes da região se dividem. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, afirmou que o prêmio “priorizou a política em relação à paz”. Já a presidente do México, Claudia Sheinbaum, limitou-se a dizer “sem comentários”. Do outro lado, Evo Morales e Miguel Díaz-Canel, de Cuba, criticaram abertamente a escolha do comitê norueguês.

O silêncio do Planalto contrasta com o reconhecimento internacional à trajetória de María Corina Machado, que há duas décadas denuncia violações de direitos humanos e a repressão política na Venezuela. A ausência de reação oficial do Brasil reforça a percepção de desconforto do governo Lula diante do isolamento crescente do regime de Maduro.

As informações são do jornal O Globo.