Após prisão, Bolsonaro ficará sem salário de R$ 42 mil que recebe no PL

O PL decidiu suspender o salário e todas as atividades partidárias de Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime fechado desde a última terça-feira, 25. A medida foi oficializada nesta quinta-feira, 27, em comunicado interno da sigla, que justificou a decisão com base na legislação eleitoral e na suspensão dos direitos políticos do ex-presidente.
No documento, o partido afirma que a determinação segue a Lei 9.096/1995 e decisões recentes da Justiça Eleitoral. Bolsonaro ocupava o cargo de presidente de honra do PL e recebia remuneração mensal de cerca de R$ 42 mil.
“Infelizmente, por decorrência da lei e em razão da suspensão dos direitos políticos do nosso presidente de honra, Jair Bolsonaro, as respectivas atividades partidárias de nosso líder estarão igualmente suspensas, inclusive a sua remuneração, enquanto perdurarem os efeitos do acórdão condenatório na AP 2668”, diz o informativo.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo envolvimento na chamada trama golpista, que investigou articulações para subverter o resultado das eleições de 2022. Após decisão do STF, ele permanece detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde já estava preso preventivamente desde o dia 22.
O ex-presidente se filiou ao PL em 2021, após deixar o então PSL, hoje União Brasil. A sigla vinha mantendo Bolsonaro em posição de destaque, mesmo após o aumento de pressões jurídicas, mas agora enfrenta o desafio de reorganizar sua estrutura interna sem a presença do principal nome do partido.
Com a suspensão anunciada, Bolsonaro deixa de receber a remuneração e perde formalmente sua função na legenda enquanto durar a condenação.