
O Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, se manifestou publicamente nesta sexta-feira (6) sobre a prisão do ex‑mandatário, qualificando como “incabível” a continuidade de sua detenção na Superintendência da Polícia Federal (PF), após o agravamento de sua saúde. Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano enquanto estava preso, o que gerou preocupações entre seus aliados políticos e gerou uma onda de críticas a respeito das condições de sua prisão.
Em nota oficial, o PL expressou que a decisão judicial de manter Bolsonaro detido, especialmente após o traumatismo, é “desproporcional” e não reflete as condições que o ex-presidente deve enfrentar em função da grave lesão. A nota ainda reitera que a prisão do ex‑presidente é um tema controverso para muitos no Brasil, e a situação de saúde do ex‑líder torna ainda mais difícil justificar sua permanência no regime de custódia.
A afirmação vem após intensos debates sobre as condições de saúde de Bolsonaro e a postura do governo federal, que, até o momento, mantém o ex-presidente sob prisão preventiva na PF, onde segue em tratamento médico. De acordo com a equipe médica responsável, Bolsonaro continua sob acompanhamento rigoroso após o traumatismo craniano, com restrições severas para garantir sua recuperação.
Aliados e críticos de Bolsonaro se dividiram nas redes sociais e nas esferas políticas sobre a legalidade e a necessidade da manutenção de sua prisão. Enquanto parte do PL a considera uma “perseguição política”, outros setores da política brasileira argumentam que sua detenção é necessária para a justiça ser cumprida.
A discussão sobre a prisão de Bolsonaro ocorre em um cenário delicado, onde os ânimos estão acirrados desde sua saída da presidência e o impacto das investigações sobre a gestão do governo anterior ainda geram divisões profundas no país. A situação também afeta a imagem do Partido Liberal, que se vê cada vez mais no centro das disputas políticas do Brasil, enquanto a crise de saúde de Bolsonaro se agrava.