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Política

João Rodrigues quer MDB na vice e oferece Senado a PP e PSDB em Santa Catarina

Por Brasil no Centro Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 12:58 3 min de leitura
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João Rodrigues quer MDB na vice e oferece Senado a PP e PSDB em Santa Catarina

O PSD de Santa Catarina iniciou uma ofensiva política para formar uma das maiores coligações da eleição estadual de 2026. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues, pré-candidato ao governo do Estado, conduz negociações que envolvem MDB, Progressistas, União Brasil e até o PSDB, com desenho claro para a chapa majoritária.

As conversas ganharam corpo em reunião realizada na sede estadual do PSD, em Florianópolis, com a presença de lideranças das principais siglas do campo de centro e centro-direita. O modelo em discussão prevê João Rodrigues como candidato ao governo, o MDB indicando o nome para a vice-governadoria e o senador Esperidião Amin, do PP, ocupando uma das vagas ao Senado.

O presidente estadual do MDB, deputado federal Carlos Chiodini, deixou claro que o partido só seguirá nas negociações se houver espaço garantido na chapa majoritária. O MDB vê na vice uma posição estratégica para manter protagonismo estadual e ampliar sua influência no próximo ciclo político.

Além disso, foi levantada a possibilidade de atrair o PSDB para a aliança. O nome do deputado estadual Marcos Vieira, presidente dos tucanos em Santa Catarina e pré-candidato ao governo, entrou no radar como opção para a segunda vaga ao Senado. A ideia é consolidar uma frente ampla capaz de reunir forças históricas que, apesar das diferenças, compartilham o objetivo de enfrentar o atual governador, Jorginho Mello, do PL.

As articulações avançam em ritmo acelerado. João Rodrigues deve renunciar à Prefeitura de Chapecó até o fim de março e quer chegar a esse momento com a composição praticamente definida, para iniciar uma pré-campanha estruturada pelo interior do Estado, ao lado dos aliados.

No plano nacional, a possível união entre PSD, MDB, PP, União Brasil e PSDB também teria impacto direto na eleição presidencial. A costura pode resultar no lançamento de uma terceira via, enfraquecendo tanto o projeto de reeleição de Lula quanto a candidatura de Flávio Bolsonaro, que poderia ficar restrita a partidos de menor capilaridade.

Em Santa Catarina, o movimento tende a acirrar a polarização entre João Rodrigues e Jorginho Mello, deixando as candidaturas de esquerda em posição secundária. Se confirmada, a coligação teria o apoio de mais de 180 prefeitos no Estado, formando uma base municipal superior à do atual governador.

A eleição catarinense, que chegou a parecer previsível, entra agora em um cenário de alta competitividade, com alianças improváveis, disputas internas e um tabuleiro que segue em rápida transformação.