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59% dos brasileiros não conseguem pagar contas básicas, diz Datafolha

Por Brasil no Centro Publicado em 27 de abril de 2026 às 14:33 2 min de leitura
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59% dos brasileiros não conseguem pagar contas básicas, diz Datafolha

A dificuldade para fechar as contas no fim do mês já atinge a maioria da população brasileira. Pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana mostra que 59% dos brasileiros afirmam não conseguir pagar todas as despesas básicas da casa com a renda familiar atual.

O retrato expõe o peso do custo de vida sobre milhões de famílias e reforça a sensação de perda de poder de compra mesmo após sucessivas promessas de recuperação econômica feitas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os brasileiros com renda de até dois salários mínimos, o quadro é ainda mais grave. Nesse grupo, 70% relatam que o dinheiro não é suficiente para cobrir gastos essenciais, como alimentação, contas domésticas, transporte e moradia.

A pesquisa também mostra que 45% dos entrevistados buscaram alguma fonte extra de renda nos últimos meses. O crescimento dos chamados bicos, trabalhos informais e jornadas paralelas revela uma população pressionada a encontrar alternativas para manter o orçamento minimamente equilibrado.

Outro dado relevante aponta que quatro em cada dez brasileiros tiveram queda recente na renda familiar. O impacto é mais forte entre adultos em idade produtiva, especialmente na faixa entre 35 e 44 anos, período tradicionalmente associado à maior responsabilidade financeira dentro dos lares.

O endividamento também avança. Cerca de dois terços dos entrevistados afirmam possuir algum tipo de dívida em aberto. Para economistas, o cenário cria um ciclo preocupante: renda comprimida, contas atrasadas, crédito mais caro e menor capacidade de consumo.

Especialistas avaliam que a melhora sustentável depende de crescimento econômico consistente, geração de empregos de qualidade, controle da inflação e ambiente de negócios mais estável. Sem isso, o orçamento das famílias segue fragilizado.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas em 117 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Em um país cansado da polarização estéril, os números reforçam uma demanda objetiva da população: menos discurso e mais resultados concretos na economia real.