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Política

Quase metade das mulheres brasileiras foram vítimas de assédio ao longo de 2025

Por Brasil no Centro Publicado em 17 de maio de 2026 às 12:43 2 min de leitura
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Quase metade das mulheres brasileiras foram vítimas de assédio ao longo de 2025


O Brasil registrou em 2025 um dos índices mais preocupantes dos últimos anos relacionados à violência contra a mulher. Dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que 49% das brasileiras com mais de 16 anos afirmaram ter sofrido algum tipo de assédio ao longo do último ano. O número representa a maior taxa já identificada pelo levantamento e reforça o crescimento da insegurança feminina em espaços públicos e privados.
A pesquisa revela um cenário de preocupação crescente diante do avanço de episódios envolvendo importunação, perseguição, constrangimento e violência verbal. O levantamento também evidencia que milhares de mulheres seguem convivendo diariamente com situações de medo, intimidação e vulnerabilidade, mesmo diante de campanhas de conscientização e do endurecimento de leis de proteção.
Especialistas em segurança pública avaliam que o dado expõe uma crise estrutural que ultrapassa disputas ideológicas e exige respostas mais firmes do Estado, com foco em prevenção, educação e fortalecimento das redes de proteção às vítimas. O aumento dos casos também reacende o debate sobre a eficiência das políticas públicas voltadas à segurança feminina e à punição de agressores.
Nos bastidores políticos, o tema deve ganhar ainda mais espaço no debate nacional diante da pressão por ações concretas que combatam a violência contra mulheres em todas as regiões do país. Parlamentares de diferentes correntes passaram a defender medidas mais rigorosas e investimentos em inteligência policial, acolhimento psicológico e canais de denúncia.
A pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública ainda mostra que muitas vítimas deixam de denunciar os casos por medo, vergonha ou descrença nas instituições. O cenário reforça a necessidade de políticas que garantam proteção efetiva e confiança às mulheres brasileiras.
O crescimento dos índices de assédio também expõe uma realidade que atravessa gerações e classes sociais, atingindo mulheres em ambientes de trabalho, transporte público, instituições de ensino, eventos e até dentro de casa.
Em um país que ainda convive com números elevados de violência doméstica e feminicídio, o novo levantamento acende um sinal de alerta para autoridades e para a sociedade civil.