Cotada para vice de Flávio, deputada diz ser de centro-direita e conversar até com o PT

Simone Marquetto (PP‑SP) se apresenta como parlamentar de centro‑direita e diz manter conversas com lideranças de espectros diversos, inclusive petistas

Cotada para vice de Flávio, deputada diz ser de centro-direita e conversar até com o PT

A deputada Simone Marquetto (PP‑SP), cujo nome circula como possível candidata a vice‑presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), afirmou nesta segunda‑feira que sua atuação no Congresso se pauta por um equilíbrio que vai além de extremos ideológicos e que dialoga com representantes de diferentes tradições políticas. A parlamentar se reuniu com o senador na última sexta‑feira, 15, em Campinas, e classificou seu próprio perfil como de centro‑direita, destacando que mantém interlocução com figuras de variados partidos, “do PT ao PL”.

Em entrevista à imprensa, Simone destacou que reforçou ao presidenciável seu compromisso com um trabalho parlamentar que prioriza o diálogo e a busca de consenso, enfatizando que não se considera uma figura extremista. “Falei que sempre fiz um trabalho de centro, mas um centro‑direita com foco em pautas sociais e valores que acredito serem fundamentais para o Brasil”, declarou a deputada, citando sua atuação legislativa e seus compromissos com políticas voltadas à família e ao bem‑estar social.

Elei­ta deputada federal em 2022 pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Simone Marquetto migrou para o Partido Progressistas, onde tem se destacado como voz em temas sociais e de gestão pública. Em sua trajetória, foi duas vezes prefeita de Itapetininga (SP) e defende a importância do diálogo entre diferentes forças políticas para a construção de soluções que beneficiem a população, especialmente em questões relacionadas à segurança, proteção às mulheres e apoio às famílias.

A parlamentar ressalta que sua experiência no Legislativo a faz perceber a necessidade de buscar convergências que ultrapassem rótulos e polarizações, especialmente em um cenário político que exige união de esforços em torno de pautas estruturantes para o país. “Precisamos falar de Brasil, focar em políticas que tragam segurança e oportunidade, sem estar preso a extremos que só fragilizam nosso campo democrático”, disse.

Simone também comentou seu encontro com Flávio Bolsonaro em um momento considerado delicado para a pré‑candidatura do senador, após a divulgação de diálogos envolvendo pedidos de apoio financeiro em meio à produção de um filme sobre a vida do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). A deputada afirmou que o político se mostrou “seguro” em relação à sua missão política e que a conversa foi pautada pela necessidade de reforçar perspectivas de trabalho eficaz para as eleições deste ano.

Além de sua posição declarada como parlamentar de centro‑direita, Simone Marquetto tem levado ao Congresso temas ligados à proteção de direitos e à ampliação de programas de apoio social. Entre seus projetos aprovados está uma iniciativa que garante reconstrução dentária a mulheres vítimas de violência, exemplo de pautas que combinam atenção social com responsabilidade pública.

Sobre sua própria trajetória, Simone afirmou que seu perfil tende mais à gestão executiva do que à perpetuação no Legislativo, razão pela qual declarou que não pretende disputar a reeleição como deputada federal, focando em uma possível participação em uma chapa majoritária. Essa escolha, segundo ela, reflete o desejo de contribuir mais diretamente com políticas públicas de impacto e de trabalhar em prol da estabilidade e do desenvolvimento do país.

A deputada também comentou a situação do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PP‑PI), que enfrenta investigação da Polícia Federal relacionada a uma emenda discutida na área financeira. Simone disse que conhece Nogueira pessoalmente e ressaltou que a avaliação de nomes e de partidos cabe ao eleitor. “O eleitor é quem tem que escolher e julgar o trabalho de cada um”, afirmou, sublinhando a importância de fortalecer o processo democrático.

A possibilidade de Simone Marquetto compor a chapa com Flávio Bolsonaro tem sido discutida por lideranças políticas tanto dentro quanto fora do Partido Progressistas, e sua postura de centro‑direita pode ser um elemento de atração para eleitores que buscam equilíbrio e diálogo entre diferentes setores da sociedade, em um momento em que a agenda nacional está no centro do debate eleitoral.