Política com conteúdo. Centro com clareza.
segunda-feira, 28 de setembro
Assinar
Agora
Medidas de Lula às vésperas da eleição exigem ajuste de R$ 33 bilhões no Orçamento de 2027Trump e Xi anunciam avanço comercial e envio de pandas aos EUA após encontro em WashingtonGreve da Caixa: agências retomam atendimento parcial após decisão do TSTLula tem 39% e Flávio 34% no 1º turno, diz pesquisa QuaestGilmar Mendes cobra investigação sobre precatórios do Banco Master e cita contrato de R$ 427 milhões
Política

Governabilidade de Lula cai de novo e expõe fraqueza política

Por Brasil no Centro Publicado em 12 de agosto de 2025 às 09:37 2 min de leitura
Compartilhar
Governabilidade de Lula cai de novo e expõe fraqueza política

O Índice de Governabilidade (I-Gov) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cair em julho, registrando 46,2%, ante 46,8% no mês anterior, segundo levantamento da 4Intelligence obtido pelo Estadão/Broadcast. É o segundo mês consecutivo de queda e o 13º mês seguido com pontuação abaixo de 50 patamar considerado baixo para um governo com ambição de conduzir reformas e agendas estruturantes.

O I-Gov mede a capacidade do governo de aprovar suas prioridades no Congresso, manter alinhamento com o Judiciário e preservar apoio junto à opinião pública. Em julho, Lula se manteve estável no Legislativo, mas em um nível reduzido: apenas 19% de alinhamento. No período, o Planalto aprovou duas Medidas Provisórias sem alterações, enquanto outras duas foram rejeitadas.

No Judiciário, houve queda de 82% para 78%, reflexo de decisões pontuais desfavoráveis no Supremo Tribunal Federal (STF). Já na opinião pública, houve leve melhora, de 40% para 42%, segundo pesquisas da Quaest, Datafolha e PoderData. Apesar do avanço, trata-se ainda do pior índice da série histórica de Lula.

O desempenho atual contrasta com os resultados obtidos em mandatos anteriores, quando o petista registrou 83% de governabilidade em 2005 e 71% em 2009. Também está 11 pontos abaixo do que registrou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no mesmo período de 2021.

Analistas apontam que o quadro expõe fragilidade de articulação política e dificuldade para construir consensos em um cenário de forte polarização. Para o campo do centro democrático, que defende estabilidade institucional e políticas de resultado, os dados indicam que o país segue preso à lógica dos extremos tanto à esquerda quanto à direita, o que limita a capacidade do governo de avançar em pautas estruturais.