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Economia

Dívida pública supera R$ 9 trilhões e TCU faz alertas sobre contas do governo, aponta levantamento do PSDB

Levantamento reúne dados do Tribunal de Contas da União, Tesouro Nacional e Banco Central que indicam aumento da dívida, piora do resultado fiscal e uso de mecanismos fora do orçamento enquanto o governo projeta endividamento ainda maior nos próximos anos.

Por Brasil no Centro Publicado em 1 de julho de 2026 às 14:25 3 min de leitura
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Dívida pública supera R$ 9 trilhões e TCU faz alertas sobre contas do governo, aponta levantamento do PSDB

A dívida pública brasileira ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 9 trilhões e as contas do governo federal passaram a concentrar uma série de alertas emitidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a condução da política fiscal. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado pelo PSDB na edição mais recente do Farol da Oposição, que reúne informações de órgãos oficiais sobre a situação das finanças públicas.

Entre os principais pontos destacados pelo levantamento estão o crescimento acelerado da dívida, o aumento do déficit das contas federais, a utilização de mecanismos considerados paralelos para execução de despesas e as ressalvas apresentadas pelo TCU ao analisar a execução orçamentária da União referente a 2025.

Segundo o tribunal, o governo apresentou receitas superestimadas, concedeu benefícios fiscais sem previsão legal em alguns casos, utilizou fundos para financiar políticas públicas fora do orçamento tradicional e estabeleceu metas fiscais consideradas insuficientes para conter o avanço da dívida pública. A fiscalização também apontou fragilidades na supervisão das empresas estatais.

Outro dado citado pelo estudo é o crescimento de operações realizadas por meio de fundos e bancos públicos. Conforme o Balanço Geral da União, os empréstimos concedidos pelo Tesouro Nacional para financiar políticas governamentais cresceram 34% em 2025, alcançando R$ 307 bilhões.

Ao mesmo tempo, os indicadores fiscais seguem pressionados. Dados do Tesouro Nacional mostram que a dívida pública federal ultrapassou R$ 9 trilhões em maio. O próprio governo projeta que esse volume continuará aumentando nos próximos anos. Conforme as estimativas apresentadas no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, a dívida bruta do governo geral deverá alcançar 87,8% do Produto Interno Bruto em 2029, mantendo trajetória de alta após atingir 71,7% do PIB em 2022.

O levantamento também destaca a deterioração do resultado primário. Entre janeiro e maio deste ano, o déficit das contas federais chegou a R$ 44 bilhões, o pior desempenho para o período desde 2020. No mesmo intervalo, as despesas cresceram 13% acima da inflação, segundo informações divulgadas pelo Tesouro Nacional.

Os números integram a edição 108 do Farol da Oposição, publicação periódica elaborada pelo PSDB a partir de dados oficiais de instituições como o Tribunal de Contas da União, o Tesouro Nacional, o Banco Central e documentos orçamentários do governo federal.

Para o presidente nacional do PSDB, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), os efeitos do desequilíbrio fiscal recaem principalmente sobre a população de menor renda. “Quem é mais prejudicado pela gastança irresponsável são os mais pobres. Mas essa lição básica, o PT é incapaz de aprender. Só se faz justiça social com responsabilidade fiscal.”

Além das contas públicas, a publicação também aborda reflexos do cenário fiscal sobre outras áreas da economia, como o seguro rural. O levantamento cita a redução dos recursos destinados ao programa de subvenção ao prêmio do seguro agrícola e destaca que, neste ano, apenas 2,7 milhões de hectares deverão contar com cobertura securitária, o equivalente a cerca de 2,8% da área plantada do país, segundo dados da Federação Nacional de Seguros (FenSeg). O documento também registra a redução dos recursos subsidiados anunciados no Plano Safra 2026.