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Economia

Após tarifas dos EUA, produtos brasileiros chegam a 37,5% de taxação e afetam exportações

Por Brasil no Centro Publicado em 24 de julho de 2026 às 13:06 2 min de leitura
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Após tarifas dos EUA, produtos brasileiros chegam a 37,5% de taxação e afetam exportações

Os Estados Unidos implementaram nesta sexta-feira (24) uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, que se soma à tarifa de 25% aplicada na semana passada. A medida, que incide sobre cerca de 3 mil itens exportados pelo Brasil, eleva a tributação para até 37,5%, posicionando o país entre os parceiros comerciais mais sobrecarregados do mercado norte-americano, atrás apenas da China.

Entre os produtos afetados estão etanol, polpa de celulose, máquinas agrícolas e de mineração, transformadores elétricos, calçados, móveis de madeira, vestuário, pisos e rochas ornamentais, além de equipamentos eletrônicos. O etanol brasileiro se tornou um dos principais alvos, atingido pelas duas sobretaxas, resultando em maior impacto para exportadores e cadeia produtiva.

Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), as exportações afetadas somam aproximadamente US$ 12,5 bilhões anuais, sendo que 85% delas passam a acumular as duas tarifas. A ação é resultado de uma investigação norte-americana baseada na Seção 301 do Trade Act de 1974, que aponta insuficiência do Brasil no combate ao trabalho forçado em algumas cadeias produtivas. Uma segunda investigação envolve supostas práticas comerciais desleais e desmatamento.

Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que 20 dos 27 estados brasileiros registraram queda nas exportações para os EUA no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, com retração total de 13%, equivalente a US$ 2,6 bilhões. Estados como Acre, Tocantins, Rondônia e Amapá sofreram as maiores perdas percentuais.

O governo federal informou que acionará a Lei da Reciprocidade para retaliar medidas unilaterais e pretende levar a questão à Organização Mundial do Comércio (OMC). Em nota, o Palácio do Planalto criticou o uso do tema do trabalho forçado pelos Estados Unidos como justificativa para política comercial protecionista, caracterizando a medida como “manipulação” que prejudica a economia brasileira e aumenta custos para consumidores e importadores.