Candidata a deputada na Bahia denuncia ameaças e perseguição política

Candidata a deputada federal pela Bahia, Josiane Desidério Mota, conhecida como Josi da Rádio (PSDB), afirma ser alvo de ameaças, perseguição e episódios de violência política de gênero desde o período eleitoral de 2024. Segundo sua defesa, a situação se agravou após o anúncio de sua candidatura para as eleições de 2026.
Diante da gravidade dos relatos, a Justiça Eleitoral concedeu, em 12 de junho deste ano, medida cautelar de afastamento em favor da candidata. A decisão estabelece restrições destinadas a impedir contato, aproximação e novas manifestações ofensivas por parte dos investigados.
A defesa de Josi afirma que os episódios vêm provocando impactos sobre sua segurança pessoal, familiar e também sobre o desenvolvimento de sua campanha eleitoral. Por isso, a advogada Jordanna Sá Barreto busca ampliar o suporte institucional à candidata e solicitou uma reunião com a direção nacional do PSDB e com a Secretaria Nacional da Mulher da legenda.
Além da medida judicial já concedida, existem procedimentos investigatórios em andamento em diferentes órgãos. Segundo a defesa, o caso é acompanhado pela Polícia Federal, pela Justiça Eleitoral, pela Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia e pela Procuradoria Especial da Mulher do Senado.
A advogada afirma que a intenção é apresentar às estruturas partidárias a documentação relacionada ao caso, incluindo a decisão judicial, e discutir medidas de apoio à candidata. Entre as demandas estão reforço na segurança, estrutura de campanha, acompanhamento institucional e ações de enfrentamento à violência política de gênero.
Josi também já havia procurado a presidência do PSDB Mulher na Bahia para relatar os episódios e buscar apoio diante da situação. Segundo sua defesa, porém, até o momento não havia sido possível realizar a reunião solicitada.
Para a advogada, o caso não diz respeito apenas à segurança pessoal da candidata, mas também ao direito de uma mulher participar de uma disputa eleitoral sem ser intimidada ou constrangida por sua atuação política.
O episódio levou o PSDB e o PSDB Mulher a manifestarem publicamente solidariedade à candidata. Em nota assinada pela presidente do PSDB Mulher, Marisa Serrano, e pelo presidente nacional do partido, Aécio Neves, a legenda afirmou que a violência política de gênero é incompatível com a democracia e defendeu que mulheres possam exercer seus direitos políticos com liberdade e segurança.
Os procedimentos relacionados às denúncias seguem em andamento nas instituições responsáveis pela apuração. A defesa de Josi permanece à disposição para apresentar documentos e prestar esclarecimentos às autoridades e às estruturas partidárias.