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Renan Santos ataca emendas parlamentares: ‘a base da roubalheira brasileira’

Por Brasil no Centro Publicado em 4 de setembro de 2026 às 11:44 3 min de leitura
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Renan Santos ataca emendas parlamentares: ‘a base da roubalheira brasileira’

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, criticou o atual modelo de funcionamento das emendas parlamentares e afirmou que o mecanismo se tornou um dos principais problemas do sistema político brasileiro. Durante uma sabatina na CNN Brasil, o candidato declarou que as emendas representam “a base da roubalheira brasileira” e defendeu mudanças nas regras de aplicação dos recursos.

Segundo Renan Santos, embora as emendas tenham importância dentro do orçamento público, o modelo atual permitiria que parlamentares direcionassem verbas de acordo com interesses eleitorais e políticos locais, sem necessariamente seguir prioridades nacionais de investimento.

“A emenda hoje é a base da roubalheira brasileira. Todo ano tem um orçamento de R$ 50 bilhões, R$ 60 bilhões, e daqui a pouco R$ 70 bilhões em emendas que são gastos pelos deputados. Os deputados têm hoje uma liberdade para gastar com besteira”, afirmou durante a entrevista.

O candidato disse que pretende alterar a forma como os recursos são distribuídos caso chegue ao Palácio do Planalto. Na avaliação dele, as emendas deveriam estar vinculadas a programas e políticas públicas definidas nacionalmente, evitando que decisões sobre grandes volumes de dinheiro público fiquem concentradas exclusivamente nas mãos de parlamentares.

Renan Santos argumentou que, no formato atual, muitos deputados acabam priorizando obras de forte apelo eleitoral, como reformas pontuais e investimentos de visibilidade local, em vez de ações estruturantes nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.

“Hoje os deputados federais estão investindo naquilo que dá voto. O deputado não sabe necessariamente se é melhor investir em hospital, escola ou outra política pública. Ele acaba escolhendo aquilo que gera retorno eleitoral”, declarou.

O candidato também apresentou uma proposta relacionada às regras fiscais. Segundo ele, uma eventual gestão sua buscaria criar um modelo no qual parlamentares teriam maior espaço para indicar recursos de investimento conforme reduzissem despesas obrigatórias do orçamento.

Na visão apresentada durante a sabatina, o Congresso teria um papel maior na definição de prioridades fiscais, mas dentro de critérios que estimulem controle de gastos e eficiência na aplicação dos recursos públicos.

As emendas parlamentares passaram a ocupar posição central no debate político brasileiro nos últimos anos, especialmente após o aumento dos valores destinados aos parlamentares e as discussões sobre transparência, fiscalização e critérios para distribuição das verbas.

Renan Santos afirmou ainda que pretende construir uma bancada forte no Congresso e buscar diálogo com outros partidos para aprovar mudanças no funcionamento da administração pública.