
O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que avalia disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais nas eleições de 2026 e voltou a defender uma alternativa de centro para o cenário político nacional. Em entrevista ao programa Café com Política, do jornal O Tempo, o parlamentar criticou o ambiente de polarização no país, fez avaliações sobre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro e manifestou apoio ao debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1.
Durante a conversa, Aécio avaliou que os dois últimos governos adotaram prioridades diferentes, mas afirmou que ambos deixaram de priorizar uma gestão pública mais eficiente. Segundo o deputado, o Brasil precisa retomar uma agenda voltada para resultados administrativos e fortalecimento das instituições.
Ao comentar o cenário eleitoral, o tucano disse que pretende representar um campo político distante da polarização. Para ele, o ambiente político atual dificulta o diálogo e compromete a construção de consensos necessários para enfrentar os desafios do país.
“O Brasil está submerso nessa polarização”, afirmou o parlamentar ao defender a retomada de uma convivência política baseada no respeito entre adversários.
Tucano apoia discussão sobre o fim da escala 6×1
Na entrevista, Aécio também declarou apoio à proposta que prevê mudanças na atual escala de seis dias de trabalho para um de descanso. Segundo ele, a redução da jornada acompanha uma tendência observada em diversos países, mas exige uma implementação gradual e responsável.
O deputado ressaltou que qualquer alteração nas regras trabalhistas deve considerar mecanismos capazes de reduzir impactos sobre micro e pequenas empresas, evitando que o custo das mudanças comprometa a geração de empregos.
Para o parlamentar, o debate deve buscar equilíbrio entre a ampliação dos direitos dos trabalhadores e a sustentabilidade econômica dos empregadores.
PSDB prepara estratégia para as eleições
A manifestação de Aécio ocorre em meio às articulações do PSDB para as eleições de 2026. O deputado é apontado como um dos principais nomes da legenda para a disputa ao Senado em Minas Gerais, em um cenário que ainda depende das definições partidárias e da formação das alianças estaduais.
As definições sobre candidaturas deverão avançar ao longo do calendário eleitoral, conforme os partidos consolidam suas chapas para a disputa de outubro.