Amoêdo cobra explicações de Tarcísio sobre relações com Zettel, preso no caso do Banco Master

Ex-presidente do Novo questiona impacto político e moral de vínculos que podem abalar a campanha de Tarcísio nas eleições

Amoêdo cobra explicações de Tarcísio sobre relações com Zettel, preso no caso do Banco Master

O ex-presidente do Partido Novo, João Amoêdo, fez uma cobrança pública direta ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pedindo esclarecimentos detalhados sobre sua ligação com o empresário Fabiano Campos Zettel, que foi detido temporariamente na mais recente fase da Operação Compliance Zero, um inquérito que mira irregularidades ligadas ao Banco Master.

A cobrança de Amoêdo veio por meio de uma publicação no X (antigo Twitter), na qual ele exige que Tarcísio explique claramente qual é o relacionamento com Zettel, que não é apenas um empresário investigado, mas também o maior doador pessoa física da campanha de Tarcísio ao governo paulista em 2022 e tem laços familiares com o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Zettel foi preso pela Polícia Federal na quarta-feira passada enquanto tentava embarcar em um jatinho particular com destino ao exterior, em meio às investigações do caso Master, que apuram possíveis fraudes financeiras e irregularidades na instituição. Ele foi liberado no mesmo dia, mas teve documentos pessoais retidos por ordem do relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Além das questões legais, o episódio lança dúvidas sobre a ética e a proximidade política entre Tarcísio e pessoas envolvidas no escândalo financeiro, principalmente quando se trata de recursos que financiaram sua campanha eleitoral. Essa cobrança pública de Amoêdo surge em um momento sensível para Tarcísio, que considera disputar novamente o governo de São Paulo ou até a Presidência da República.

As investigações em torno do Banco Master envolveram ações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal desde 2024 e culminaram, no ano passado, com a liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central , com estimativas de impacto bilionário no Fundo Garantidor de Créditos.

A pressão por explicações claras e públicas promete continuar e pode influenciar não apenas a percepção sobre a condução do caso, mas também o comportamento de eleitores e aliados na corrida eleitoral de 2026.