Brasil despenca em ranking de competitividade e é 65º entre 70 países.

O Brasil voltou a perder posições no cenário internacional de competitividade e aparece na 65ª colocação entre 70 economias avaliadas no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center. Em relação ao ano anterior, quando ocupava o 58º lugar, o país recuou sete posições e atingiu o pior desempenho recente no levantamento.
O estudo combina dados estatísticos e percepções de executivos de diferentes países para medir a capacidade das economias de gerar ambiente favorável a negócios, inovação e crescimento sustentável. A avaliação considera quatro grandes eixos: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura.
No recorte mais recente, o Brasil apresentou queda em praticamente todas as frentes analisadas. Os principais recuos foram registrados em práticas de gestão, ambiente de negócios, nível de preços, produtividade e eficiência, política tributária, infraestrutura tecnológica e funcionamento do mercado de trabalho.
Entre os indicadores gerais, o país caiu da 30ª para a 36ª posição em desempenho econômico. Em eficiência governamental, recuou mais uma posição e passou do 68º para o 69º lugar. Já na eficiência empresarial, a queda foi mais acentuada, de 56º para 67º. No eixo de infraestrutura, o Brasil também perdeu posição, saindo do 58º para o 61º lugar.
A leitura do relatório indica um ambiente de baixa previsibilidade e dificuldades estruturais que afetam diretamente o ambiente produtivo. A combinação de carga tributária elevada, baixa produtividade e gargalos regulatórios continua sendo apontada como um dos principais fatores que limitam a competitividade do país.
O levantamento também chama atenção para a fragilidade do mercado de trabalho e para o ritmo lento de ganho de eficiência da economia brasileira. Indicadores recentes mostram que o avanço da produtividade segue abaixo do necessário para uma melhora consistente de posição no ranking global.
Nesse contexto, debates internos sobre mudanças na legislação trabalhista, como a revisão da jornada 6 por 1, entram no radar de impacto econômico. Entidades empresariais avaliam que alterações desse tipo podem pressionar custos de produção, enquanto defensores argumentam que há potencial de reorganização do mercado e estímulo ao consumo.
Mesmo com oscilações pontuais em alguns setores, o diagnóstico geral do estudo reforça a dificuldade do Brasil em avançar de forma consistente nos principais indicadores de competitividade internacional.