
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, voltou a chamar atenção nas redes sociais após divulgar um vídeo produzido com uso de inteligência artificial. A publicação, com estética de clipe musical e letra em tom humorístico, rapidamente viralizou — mas não exatamente pelos motivos esperados.
No vídeo, Zema aparece como vocalista de uma banda fictícia, cantando versos sobre Minas Gerais, enquanto o vice-governador Mateus Simões surge como baterista. A produção mistura referências ao estado, imagens do governador andando de trator, no metrô de Belo Horizonte, saltando de paraquedas e exibindo símbolos regionais como pão de queijo e paisagens montanhosas.
A letra, criada por IA, aposta em linguagem propositalmente coloquial e chega a brincar com erros gramaticais e expressões populares. Trechos sobre chuvas, clima e agricultura, além de frases como “até as pererecas vão molhar”, dominaram os comentários e transformaram o conteúdo em alvo de memes e ironias.
Embora o governador tenha tentado reforçar uma imagem leve e popular, a repercussão evidenciou um desgaste na estratégia. Parte do público interpretou o vídeo como exagerado, artificial ou desconectado da realidade administrativa do estado. Em vez de fortalecer a comunicação, a iniciativa acabou alimentando críticas e questionamentos sobre prioridades de gestão.
Nos últimos meses, Zema tem intensificado sua presença digital em busca de projeção nacional, movimento associado à sua condição de pré-candidato à Presidência da República. O episódio, porém, mostra que o uso de inteligência artificial e humor na política exige cuidado. Quando a forma se sobrepõe ao conteúdo, o risco de virar caricatura aumenta.
Em poucas horas, a publicação acumulou milhares de visualizações e comentários, consolidando um fenômeno típico da política contemporânea. A viralização rápida, mas nem sempre positiva, reforça um dilema central. Em tempos de redes sociais, visibilidade nem sempre significa credibilidade.