Cotadas para vice de Flávio, Tereza Cristina e Júlia Zanatta tem planos próprios para as eleições e 2027

Apontadas nos bastidores para compor chapa presidencial do PL, senadora mira comando do Senado e deputada usa exposição nacional para fortalecer projeto eleitoral

Cotadas para vice de Flávio, Tereza Cristina e Júlia Zanatta tem planos próprios para as eleições e 2027

A indefinição sobre a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocou dois nomes aliados no centro das conversas de bastidor em Brasília. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) e a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), ambas citadas como possibilidades para a composição presidencial, têm planos próprios e tratam a especulação com cautela.

Segundo a coluna Radar, da Veja, as duas se encontraram nos corredores do Congresso e brincaram sobre a possibilidade de assumir a vaga. Em tom descontraído, uma teria dito que a outra deveria aceitar a missão, enquanto a resposta veio na mesma linha. A troca resume o clima em torno de uma escolha que ganhou peso estratégico dentro do campo bolsonarista.

Júlia Zanatta passou a ser apontada com mais força depois que Eduardo Bolsonaro defendeu publicamente seu nome para a vice de Flávio. A deputada catarinense, conhecida por sua atuação combativa nas redes sociais e no Congresso, passou a capitalizar a exposição nacional em torno da discussão. Nos bastidores, porém, seu projeto mais concreto segue sendo a reeleição para a Câmara dos Deputados em 2026.

Tereza Cristina, por sua vez, tem repetido que seu foco principal está no Senado. Ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro e uma das principais vozes ligadas ao agronegócio no Congresso, a senadora mira a disputa pela presidência da Casa em 2027. O plano é se viabilizar como uma alternativa de peso para comandar o Senado na próxima legislatura.

A cotação de Tereza para a vice não é nova. Seu nome circula há meses como uma possibilidade para ampliar o alcance político de Flávio, especialmente entre setores do agro, do eleitorado feminino e de segmentos mais moderados da direita. Ainda assim, a própria senadora já afirmou que não recebeu convite formal e que qualquer definição dependeria de partidos, alianças e do momento político.

No caso de Júlia, a menção feita por Eduardo Bolsonaro aumentou sua visibilidade nacional. A deputada tem usado o episódio para reforçar sua presença junto ao eleitorado conservador, mas sem abandonar a construção de uma candidatura própria à reeleição por Santa Catarina.

A escolha do vice é uma das principais peças ainda em aberto na pré-campanha de Flávio. O PL busca um nome capaz de agregar votos, reduzir resistências e ampliar pontes para além do núcleo mais fiel do bolsonarismo. Ao mesmo tempo, os nomes mais citados avaliam os custos de entrar em uma chapa presidencial marcada pela polarização e pelos desafios de uma disputa direta contra o presidente Lula.

A movimentação mostra que a montagem de alianças para 2026 ainda depende de acomodações internas, projetos pessoais e cálculo político. Enquanto Flávio tenta consolidar sua candidatura, Tereza olha para o comando do Senado e Júlia trabalha para transformar a exposição nacional em força eleitoral própria.